MAIS SOBRE FEBRE AMARELA E OS MACACOS

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O vírus da febre amarela é transmitido ao homem através da picada de fêmeas de mosquitos infectadas. Esses mosquitos são chamados de Haemagogus e Sabethes, vivem em área de mata, principalmente nas copas das árvores. O mosquito Aedes aegypti se adaptou ao vírus e é o principal transmissor nas cidades.

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico

Agora, atenção: Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Logo, a vacinação em caso de incidências isoladas da doença, como estamos vivendo no momento, é essencial para afastar o perigo de surto epidêmico da mesma.

Os macacos vivem nas florestas, e ali devem ficar. Eles são muito vulneráveis à febre amarela, e é o homem infectado em novos surtos que pode levar a doença a eles, uma vez que estava controlada. Eles não podem ser vacinados pois são considerados animais sentinelas, isto é, sinalizam onde há a doença. Matar macacos não vai ajudar em nada em caso de surto, pois é o homem que estará veiculando o vírus.

PORTANTO, POR FAVOR, NÃO FAÇAM NADA CONTRA OS MACACOS, ELES SÃO VÍTIMAS, NÃO OS ALGOZES DA FEBRE AMARELA. VAMOS COMBATER O MOSQUITO E NOS VACINAR !!!!!

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Gastroenterite hemorrágica em cães nem sempre é viral

 

Quando se fala em gastroenterite hemorrágica, logo se associa a infecção por viroses graves como a Parvovirose e a Coronavirose. Porém, ela pode ocorrer subitamente, e variados graus de sintomas e patogenicidade.

A gastroenterite hemorrágica é uma doença misteriosa, e pode acometer cães de diversas raças, independente de idade, ou de serem machos ou fêmeas.  Os sinais ocorrem em geral de forma aguda, podendo ou não ser precedidos por inapetência ou vômitos.

A diarreia pode começar mucoide, ficar esverdeada e depois hemorrágica. O animal desidrata rapidamente, apresenta grande desconforto e dor abdominal e necessita de cuidados imediatos como exames laboratoriais e de imagem. Cães jovens têm maior tendência a comer coisas indigestas que podem causar obstrução ou mesmo perfuração, sendo necessária intervenção cirúrgica. Continue Reading →

Zoobiquidade

Termo criado pela cardiologista norte-americana Dra Barbara Natterson-Horowitz, é um neologismo contendo o prefixo “zoo” – relativo aos animais, e “ubiquidade” – que significa “está em toda parte, o tempo todo”.

Já vínhamos nos adaptando ao termo “Uma Só Saúde” (One Health). O conceito One Health foi divulgado pela primeira vez em 2007, através da colaboração entre a American Medical Association (AMA) e a Americal Medical Veterinary Association (AMVA) que criou uma estratégia mundial para a expansão de colaborações interdisciplinares e da comunicação em todos os aspectos dos cuidados de saúde humana e animal.Em 2008, a União Europeia abraçou este conceito e vem auxiliando a incrementar ações que tornem este conceito mais efetivo. Continue Reading →

Auto-hemoterapia em cães – ainda há muito a pesquisar

 

 

Método empírico utilizado pelos antigos médicos nas doenças auto-imune e naquelas de difícil resolução devido ao sistema imunológico deprimido, é muito utilizada na Medicina veterinária em animais de grande porte, notoriamente nas verrugas causadas pelo vírus da papilomatose.

Porém, recentemente mais estudos dentro da Medicina Veterinária, vem confirmando o real papel imunomodulador do procedimento. A autohemoterapia promove um estímulo proteico no caso de doenças inflamatórias, a partir da flebocentese de sangue venoso (coleta da veia cefálica ou jugular, nos animais de companhia) e imediata aplicação do mesmo por via intramuscular profunda, durante 3 semanas seguidas. Em bovinos retira-se cerca de 10ml de sangue, enquanto que nos cães, ainda não se chegou a um protocolo ideal, sendo que em geral se usa de 1 a 3ml de acordo com o peso do animal. Supõe-se que ao ser absorvido o sangue inoculado induz à formação de anticorpos específicos, no caso da papilomatose, conferindo cura total em três semanas. Também há relato de cura de Habronemose em equino.
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Trombocitopenia não é só por doença do carrapato

Quando no hemograma de um cão ou gato, notamos uma redução expressiva de plaquetas, imediatamente pensamos que ele podem estar acometidos de doenças transmitidas por carrapatos, como a Erlichia canis, Anaplasma platis, Babesia sp, Rangelia vitalli, Mycoplasma haemocais ou Mycoplasma haemofellis, que causam trombocitopenias auto-imunes.  Também ocorre devido a diferentes serovares de  Leptospira sp, na infecção por Dirofilaria immitis e Leishmaniadonovani chagasi.

            No entanto, por vezes nos defrontamos com trombocitopenias (ou plaquetopenias) sem causa específica, por isso as chamamos de idiopáticas.

As plaquetas ou trombócitos são células sanguíneas que são produzidos a partir de medula óssea, e são muito importantes no processo de coagulação.  Na região de um ferimento, as plaquetas são acionadas, migram para o local da lesão e liberam uma enzima chamada tromboplastina-quinase, que desencadeia a coagulação. Sua ação no organismo varia de 9 a 10 dias, sendo após este período recolhidas e direcionadas ao baço, onde serão degeneradas.

Num cão ou gato saudáveis, as plaquetas suprem perfeitamente qualquer pequeno sangramento, preservando a integridade dos vasos. São em número aproximado de 200.000 a 500.000/mm3 de sangue e cerca de um terço das plaquetas circulantes ficam armazenados no baço, e serão recrutadas se necessário.

Se começarem a aparecer hematomas espontâneos no corpo do animal, pequenos (petéquias) ou grandes (sufusões hemorrágicas), com certeza há algo acontecendo com a função ou o número das plaquetas.

Normalmente as plaquetas velhas são destruídas e recicladas no baço. Porém, há condições em que o organismo começa erroneamente a reconhecer as plaquetas como corpos estranhos, e neste caso ocorrem reações destrutivas, a partir da formação de anticorpos antiplaquetários. Muitas plaquetas são destruídas e são recolhidas pelo baço. Da mesma forma o baço deixa de reconhecer aquelas plaquetas que ficam estocadas, e também começa a destruí-las decorrendo daí um quadro de tombocitopenia imunomediada, que se não tratada a tempo, pode levar à morte.

A medula óssea começa a reagir, produzindo plaquetas mais efetivas, chamadas “plaquetas de stress”. Porém o sistema imunológico continua a reagir, produzindo anticorpos e dependendo do número destes, estas novas plaquetas também serão logo destruídas em algumas horas.

As causas para que isto aconteça são desconhecidas. Alguns citam que podem influenciar os adjuvantes das vacinas, algumas bacterinas (Leptospirose e doença de Lyme nas vacinas), toxinas, dietas de baixa qualidade, alguns medicamentos e reações alérgicas medicamentosas, e outros fatores estressantes ao sistema imunológico.

A maioria dos sinais clínicos da trobocitopenia imunomediada, está relacionada com o sangramento, com o aparecimento de petéquias e hematomas espontâneos. Outros sintomas podem incluir letargia ou fraqueza, aumento da taxa respiratória, sangramento na boca ou nariz, gengivas pálidas, fezes escuras, as quais podem indicar sangramento no trato gastrointestinal, e em casos mais graves dificuldade respiratória e morte súbita.

O diagnóstico da trombocitopenia imunomediada envolve a exclusão de todas as causas não-imunes e outras condições primárias como vírus, parasitas, fungos, bactérias, alguns tipos de câncer e administração de certas drogas. Os testes diagnósticos incluem o hemograma com plaquetometria, testes de coagulação, titulações para exclusão de possibilidade de doenças infecciosas e o teste de anticorpos antinucleares (ANA).

O tratamento envolve o uso de medicamentos imunossupressivos, fluidoterapia, transfusões de sangue total ou de plaquetas. O tratamento homeopático pode auxiliar na recuperação, após o quadro crítico, ajudando na imunomodulação e prevenção de recorrência. De qualquer modo apenas com auxílio profissional do médico veterinário será possível diagnosticar e tratar esta disfunção.

FONTE : http://mercola.fileburst.com/PDF/HealthyPets/InterviewImmuneMediatedThrombocytopenia.pdf

Por Leonora Mello

Subinvolução dos locais placentários

Se a cadela já teve seus filhotes há mais de quinze dias, e o sangramento persiste, ou se havia parado de sangrar e o mesmo retornou, com certeza isto é um problema.

Se houve infestação de carrapatos recentemente, pensar nas doenças causadas pelos hemoparasitos que causam entre os variados sintomas alteração na coagulação.

Porém há outras possibilidades, entre elas uma afecção chamada “Subinvolução dos locais placentários” (SIPS). Continue Reading →