Método empírico utilizado pelos antigos médicos nas doenças auto-imune e naquelas de difícil resolução devido ao sistema imunológico deprimido, é muito utilizada na Medicina veterinária em animais de grande porte, notoriamente nas verrugas causadas pelo vírus da papilomatose.
Porém, recentemente mais estudos dentro da Medicina Veterinária, vem confirmando o real papel imunomodulador do procedimento. A autohemoterapia promove um estímulo proteico no caso de doenças inflamatórias, a partir da flebocentese de sangue venoso (coleta da veia cefálica ou jugular, nos animais de companhia) e imediata aplicação do mesmo por via intramuscular profunda, durante 3 semanas seguidas. Em bovinos retira-se cerca de 10ml de sangue, enquanto que nos cães, ainda não se chegou a um protocolo ideal, sendo que em geral se usa de 1 a 3ml de acordo com o peso do animal. Supõe-se que ao ser absorvido o sangue inoculado induz à formação de anticorpos específicos, no caso da papilomatose, conferindo cura total em três semanas. Também há relato de cura de Habronemose em equino.
Em 2010, pesquisadores da Faculdade Federal de Medicina Veterinária de Uberlância, inocularam sangue retirado de um cão positivo para erliquiose e que se encontrava m mau estado. Foi adicionado citrato ao sangue e o mesmo foi ozonizado. Em seguida, foi reentroduzido por via venosa ao animal. Este procedimento mse repetiu três vezes por semana. Após a 9ª sessão, os parâmetros clínicos e laboratoriais deste animal começaram a se normalizar, assim como a lesão renal aguda causada pela doença. Porém isto foi relato de apenas um caso, e seria necessário haver mais animais tratados por este método para maiores comprovações.
Em 2012, Campos de Jordão, A Dr. Daniela Franco Lopes tambémk fez um relato onde tratou através da auto-hemoterapia uma cadela com sarna demodécia, com excelentes resultados, ficando assintomática. Utilizou ainda tratamento complementar com florais.
Ainda há relatos que a inoculação do sangue venoso por via intra-muscular leva a um aumento dos macrófagos, que através da fagocitose, destroem vírus, bactérias e outros microrganismos.
Particularmente já obtive bons resultados com auto-hemoterapia em um caso de um cão da raça Cocker Spaniel, com cerca de 12 anos, com otite crônica multi-resistente. Já não respondia a qualquer antibiótico. Com duas aplicações do tratamento, a otite apresentou melhora considerável, mas a imunoestimulação resultou em aumento das taxas de ureia do animal. Assim dei continuidade no tratamento com o sangue manipulado segundo a farmacotécnica homeopática, por meio de tabletes por via oral, e o cão seguiu com melhoras da otite, mas já estando bastante idoso, veio a falecer alguns meses depois de um AVC.
Portanto, é necessário ter mais dados sobre este tratamento, que parece ser um bom instrumento terapêutico em casos de difícil resolução. Os estudo de caso , embora em pequeno número, são bastante favoráveis.

Literatura consultada:
GARCIA. C A,; PRADO B R; MOYA RG; GATTI O N F; de Oliveira ; FERREIRA C L; ACCIARDI V I C. The use of ozonated major autohemotherapy in canine ehrlichiosis’ treatment: case report. Revista CENIC. Ciencias Biológicas, Centro Nacional de Investigaciones Científicas Ciudad de La Habana, Cuba. vol. 41, 2010, pp. 1-7.
LOPES,D F. O Salto Quântico da Medicina Veterinária.Revista Saúde Quantica, vol 1, n 1. Jan/Dez 2012.Campos de Jordão. São Paulo p.28-34.
SPADA,J.C.Pet AL. Auto-hemoterapia na Papilomatose bovina- relato de caso..Ciên. Agr. Saúde. FEA, Andradina, v.9, 2013, 78 – 81.
Por Leonora Mello