Homeopatia Veterinária e as doenças incuráveis

Quando estamos diante de um diagnóstico de doença incurável, logo associamos à morte, mas não precisa ser assim. Em relação aos animais de produção não há muito o que fazer pois sua importância está ainda ligada à economia. Em relação aos animais silvestres e selvagens, só haverá alguma chance se eles estiverem sob a guarda e responsabilidade de alguém, não há como um animal doente e precisando de cuidados constantes sobreviver sozinho na natureza.

               Em relação aos animais de companhia, atualmente a Clínica e Cirurgia Veterinária, os exames laboratoriais e de imagem, as opções terapêuticas, estão emparelhando com os da Medicina Humana, mas mesmo assim, é claro, chega um momento que os recursos já não adiantam.

               Para agregar qualidade ao tratamento e sobrevida, temos a Homeopatia, que ajuda e muito a manter o paciente em condições dignas, naturalmente junto com outros recursos, nutricionais e terapêuticos.

               Comprovadamente a Homeopatia auxilia no controle da dor, de infecções, melhora a imunidade, e no caso de doenças crônicas e incuráveis como o câncer, cardiopatias, doença renal crônica, artrites, doenças degenerativas e autoimunes, endocrinopatias, doenças metabólicas, doenças inflamatórias pulmonares ou intestinais, Síndrome da Disfunção Cognitiva do animal idoso, infecções de repetição, doenças somáticas, desequilíbrios emocionais e comportamentais…

Continue lendo….

Páginas: 1 2

Homeopatia e a Medicina Veterinária

Com o crescimento das Terapias Integrativas e Complementares, aos poucos vem aumentando a aceitação dos responsáveis/tutores pelos animais de companhia em utilizá-las. Porém, são tantas, que umas se entremeiam às outras e se confundem. Por exemplo, muitos ainda acham que a utilização de fitoterápicos, florais e produtos ortomoleculares fazem parte da terapia homeopática. E não é bem assim…. venho então neste breve texto explicar um pouco sobre Homeopatia Veterinária.

            Como Médica Veterinária, posso fazer uso da Homeopatia, uma vez que cursei a pós-graduação, ou se achar necessário, da Acupuntura, da Auriculoterapia, da Moxabustão, do laser ultra-vermelho, ou o apenas a radiação de luz vermelha, cujos estudos completei também com após outra especialização…. Uso se necessário estes recursos, assim como a aplicação de outros cursos que fui fazendo ao longo da vida, como florais, tinturas, chás, extratos, fórmulas ortomoleculares, e mesmo radiestesia, embora, esta última prática eu deixe para meus estudos em casa sobre algum caso em particular, assim como tento desenvolver meus estudos de Reiki e outros caminhos quânticos que aparecerem.

            É importante citar, que para se ter proficiência nas práticas integrativas, é necessária uma base muito sólida em clínica médica geral, e estar sempre fazendo atualizações sobre a Medicina convencional, os exames a serem solicitados, nas novidades diagnósticas, nas doenças emergentes. E aí sim, aplicar o conhecimento de uma forma diferenciada, mas lúcida e com bom senso. E muitas vezes, as terapias integrativas trabalham como coadjuvantes da terapia convencional alopática, e também dá certo! Minimizando efeitos colaterais, permitindo diminuição de doses, ajudando nos cuidados paliativos… Com conhecimento, consciência e muito estudo, muita coisa é possível de se fazer!

Se está apreciando o texto, continue lendo!

Páginas: 1 2

Efeito imunomodulador das beta-glucanas em animais de companhia

Beta-glucanas representam um dos principais componentes estruturais da parede celular de fungos, leveduras e cereais, assim como algumas bactérias e algas. Em cereais, particularmente, as beta-glucanas são encontradas principalmente na cevada, aveia e no trigo. Estas estruturas são classificadas como polissacarídeos complexos, e fibras solúveis.

            Foi observado, através de estudos em humanos e nos animais, a capacidade da beta-glucana de influenciar os processos fisiológicos e metabólicos do corpo tais como estimulação da saciedade, redução das concentrações sorológicas de glicose e colesterol e redução do peso corporal. Esses efeitos podem contribuir significativamente para a prevenção e tratamento de doenças, como a obesidade. Por exemplo, vem sendo estudado o uso de beta-glucana da aveia como suplemento em cães, mas ainda precisam ser desenvolvidos novos estudos.  

Páginas: 1 2

Nutrigenômica em cães e gatos. O que é isso? PARTE II

Vimos no texto anterior que os macronutrientes e micronutrientes não afetam todos os indivíduos da mesma forma porque a dieta na verdade se comporta como um importante fator ambiental que interage com os gens. Assim hoje estão se desenvolvendo as ciências da nutrigenômica e nutrigenética, que levam em conta processos dietéticos e terapêuticos para ajudar no controle da obesidade, artroses, doenças cardiovasculares, endocrinopatias, e mesmo o câncer.

Páginas: 1 2

Nutrigenômica em cães e gatos. O que é isso?

Em 2004, o National Institute of Health (NIH), nos Estados Unidos, concluiu o mapeamento do genoma canino, num projeto chamado “NHGRI Dog Genome Project”e o projeto de mapeamento do genoma felino está em andamento. Esse mapeamento, em conjunto com o conhecimento de que a progressão de um estado saudável para um estado de doença pode ser acompanhada por uma mudança na expressão dos gens, é uma ciência emergente na medicina veterinária.

            A nutrigenômica analisa a interação de nutrientes e alimentos com os genes. Ela estuda a nível molecular, como os nutrientes comuns na dieta podem influenciar a expressão genética de um cão ou um gato. Entendo-se melhor as vias metabólicas, pretende-se otimizar a saúde geral destes animais.

            Devido ao aumento da longevidade nos últimos anos, cães e gatos vêm sendo usados ​​como modelos animais para as mesmas doenças genéticas e nutricionais que os humanos sofrem. Os cães, em particular, são modelos animais para condições como artrite, vários tipos de câncer, doenças cardíacas e doenças metabólicas crônicas, incluindo obesidade e diabetes. Como há um componente genético para essas doenças, a nutrigenômica em Medicina Veterinária nasceu e está se desenvolvendo com o foco de minimizar a expressão destes gens que potencializam o aparecimento de doenças.

            Por exemplo, os cães estão se tornando mais obesos pelas mesmas razões que os humanos – uma potencial predisposição genética combinada com a redução de exercícios diários e aumento do consumo calórico. Portanto, faz sentido que doenças com componentes genéticos e nutricionais pode começar a ser abordado por meio da nutrigenômica e que os animais de companhia podem servir como o modelo nutrigenômico para a obesidade em humanos.

Páginas: 1 2

O excessivo uso de antibióticos e a urgência de um plano para seu consumo racional Bom senso- Expertise- Alternativas

Com a descoberta e desenvolvimento dos antibióticos, com certeza muitas vidas foram salvas, de infecções simples às mais complexas. Porém, ao longo das décadas que se seguiram à descoberta dos antibióticos, observou-se que o uso de antibióticos na medicina humana, medicina veterinária e agricultura está relacionado à contaminação do meio ambiente, das águas superficiais, subterrâneas, água potável, esgoto municipal, solo, vegetais, em toda parte.   Em decorrência do uso abusivo, nem sempre necessário, vem ocorrendo a resistência dos microorganismos, aumentando a duração da doença, a morbidade e a mortalidade.

            É necessário o uso racional dos antibióticos. Doenças virais não respondem aos antibióticos, a não ser que existam infecções bacterianas secundárias envolvidas, e assim, na maioria das viroses não haveria necessidade de sua prescrição. Se as cirurgias veterinárias forem realizadas com a melhor assepsia possível, não será necessário o tradicional tratamento preventivo antibiótico pré-operatório, sendo necessário um mínimo de doses no pós-operatório. E quadros inflamatórios leves, podem ser tratados precocemente com terapias integrativas como homeopatia e fitoterapia, desde que não complicados. A demora na introdução de um protocolo terapêutico porém, pode acabar levando à necessidade da administração de antibióticos por via sistêmica. Ou a administração incorreta, com baixa dosagem, ou posologia inadequada, ou antibióticos com a validade vencida, manipulação indevida, tudo isso pode ser uma demanda contra a cura de uma infecção.

Páginas: 1 2

Óleos Essenciais em animais de companhia

O uso de óleos essenciais vem tomando espaço no arsenal terapêutico  da Medicina Complementar. Muito utilizado em humanos, pouco a pouco se estuda as possibilidades de utilizar seus benefícios em animais de companhia.

            Porém, alguns fatores podem limitar sua utilização. Uma delas é o preço, muitos deles são extremamente caros, pela dificuldade de sua obtenção. Outro detalhe muito importante é a utilização de óleos essências de qualidade, obtidos de empresas já consagrada.

            Uma limitação importante é que eles nunca devem ser utilizados internamente em animais, uma vez que ainda não se sabe seu impacto no sistema digestivo e na flora bacteriana dos cães e gatos. Aliás sua utilização em gatos, mesmo em uso externo ainda é bem limitada, uma vez que eles são muito sensíveis e podem gerar reações indesejáveis e mesmo perigosas.

Páginas: 1 2

TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO EM CÃES

Os problemas comportamentais em cães, podem ser devido à várias causas. Uma delas pode ser devido ao desconhecimento de seus tutores quanto às característica de raça ao escolherem um filhote. Por exemplo, um cão cuja raça foi desenvolvida para pastoreio, como o Border collie, não se adapta bem em apartamentos, pois tem muita vitalidade, e se esta não for gasta diariamente, pode se tornar hiperativo, destrutivo.   Outro exemplo é o Westie – West highland white terrier – um cão pequeno, e aparentemente ótimo para viver em apartamento. Porém é um cão com muita energia, e bastante obstinado, e deve ter bastante disciplina desde novinho para conseguir responder a comandos, quando for necessário. E além disso, os cães westie gostam de ficar perto de pessoas, e não se adaptam bem à solidão, e se isto acontecer pode gerar problemas comportamentais. O Yorkshire terrier costuma ser muito afetuoso, mas se não for bem sociabilizado, pode tornar-se agressivo para outras pessoas e animais, pois como é um terrier, precisa compreender quem é o seu líder. Frequentemente, muitos animais sem raça definida também apresentam alterações comportamentais, e isso é comum naqueles que foram adotados de abrigos, ou de situações de maus tratos. Às vezes as alterações são tão incômodas e profundas que seus tutores acabam achando que não tem o que fazer e isso gera sofrimento para todos.

Páginas: 1 2