O excessivo uso de antibióticos e a urgência de um plano para seu consumo racional Bom senso- Expertise- Alternativas

Com a descoberta e desenvolvimento dos antibióticos, com certeza muitas vidas foram salvas, de infecções simples às mais complexas. Porém, ao longo das décadas que se seguiram à descoberta dos antibióticos, observou-se que o uso de antibióticos na medicina humana, medicina veterinária e agricultura está relacionado à contaminação do meio ambiente, das águas superficiais, subterrâneas, água potável, esgoto municipal, solo, vegetais, em toda parte.   Em decorrência do uso abusivo, nem sempre necessário, vem ocorrendo a resistência dos microorganismos, aumentando a duração da doença, a morbidade e a mortalidade.

            É necessário o uso racional dos antibióticos. Doenças virais não respondem aos antibióticos, a não ser que existam infecções bacterianas secundárias envolvidas, e assim, na maioria das viroses não haveria necessidade de sua prescrição. Se as cirurgias veterinárias forem realizadas com a melhor assepsia possível, não será necessário o tradicional tratamento preventivo antibiótico pré-operatório, sendo necessário um mínimo de doses no pós-operatório. E quadros inflamatórios leves, podem ser tratados precocemente com terapias integrativas como homeopatia e fitoterapia, desde que não complicados. A demora na introdução de um protocolo terapêutico porém, pode acabar levando à necessidade da administração de antibióticos por via sistêmica. Ou a administração incorreta, com baixa dosagem, ou posologia inadequada, ou antibióticos com a validade vencida, manipulação indevida, tudo isso pode ser uma demanda contra a cura de uma infecção.

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Óleos Essenciais em animais de companhia

O uso de óleos essenciais vem tomando espaço no arsenal terapêutico  da Medicina Complementar. Muito utilizado em humanos, pouco a pouco se estuda as possibilidades de utilizar seus benefícios em animais de companhia.

            Porém, alguns fatores podem limitar sua utilização. Uma delas é o preço, muitos deles são extremamente caros, pela dificuldade de sua obtenção. Outro detalhe muito importante é a utilização de óleos essências de qualidade, obtidos de empresas já consagrada.

            Uma limitação importante é que eles nunca devem ser utilizados internamente em animais, uma vez que ainda não se sabe seu impacto no sistema digestivo e na flora bacteriana dos cães e gatos. Aliás sua utilização em gatos, mesmo em uso externo ainda é bem limitada, uma vez que eles são muito sensíveis e podem gerar reações indesejáveis e mesmo perigosas.

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TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO EM CÃES

Os problemas comportamentais em cães, podem ser devido à várias causas. Uma delas pode ser devido ao desconhecimento de seus tutores quanto às característica de raça ao escolherem um filhote. Por exemplo, um cão cuja raça foi desenvolvida para pastoreio, como o Border collie, não se adapta bem em apartamentos, pois tem muita vitalidade, e se esta não for gasta diariamente, pode se tornar hiperativo, destrutivo.   Outro exemplo é o Westie – West highland white terrier – um cão pequeno, e aparentemente ótimo para viver em apartamento. Porém é um cão com muita energia, e bastante obstinado, e deve ter bastante disciplina desde novinho para conseguir responder a comandos, quando for necessário. E além disso, os cães westie gostam de ficar perto de pessoas, e não se adaptam bem à solidão, e se isto acontecer pode gerar problemas comportamentais. O Yorkshire terrier costuma ser muito afetuoso, mas se não for bem sociabilizado, pode tornar-se agressivo para outras pessoas e animais, pois como é um terrier, precisa compreender quem é o seu líder. Frequentemente, muitos animais sem raça definida também apresentam alterações comportamentais, e isso é comum naqueles que foram adotados de abrigos, ou de situações de maus tratos. Às vezes as alterações são tão incômodas e profundas que seus tutores acabam achando que não tem o que fazer e isso gera sofrimento para todos.

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Alterações do baço em cães – PARTE II – presença de nódulos no baço

No texto anterior foi abordada a esplenomegalia difusa e algumas causas. Neste estaremos estudando sobre os nódulos solitários ou agrupados, encontrados em diagnóstico de imagem realizados em cães.

                   Os nódulos esplênicos são geralmente neoplásicos e,quando são primários, podem surgir de uma variedade de tecidos: vasculares, fibrosos, musculares lisos e linfóides. A neoplasia esplênica mais comumente documentada no cão é o hemangiossarcoma ( maligno) que deve ter um estudo histopatológico cuidadoso, para ser diferenciado de hematoma e hemangioma (benignos, mas cuja origem precisa ser identificada e tratada).

                   Entre as neoplasias não vasculares, vários outros tumores mesenquimais primários foram descritos : o fibrossarcoma e o leiomiossarcoma, entre outros, e que se iniciam como pequenos nódulos, de crescimento variável.

                   Outro tipo de nódulo esplênico é a hiperplasia linfóide nodular, que é mais comum em cães, mas também documentada em humanos, bovinos e ovinos, e pode ser caracterizada como hiperplasia linfóide, plasmocítica, mista, etc. ( depende do tipo celular predominante na hiperplasia). Essas lesões também podem incluir uma população distinta de células fusiformes e / ou histiocíticas. Uma classificação recente propôs agrupar a hiperplasia linfóide nodular, o histiocitoma fibroso benigno e o histiocitoma fibroso maligno na mesma entidade – nódulos fibrohistiocíticos- NFH. De acordo com alguns autores, os NFH parecem representar uma forma transicional e contínua entre hiperplasia nodular e neoplasia dos componentes pleocelulares (linfócitos, plasmócitos e histiócitos).

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Alterações do baço em cães – PARTE I – Esplenomegalia persistente

·        Em passado recente, poucos davam valor às funções do baço. Hoje se sabe que ele é um importante órgão do sistema hematopoiético, com papel de destaque no sistema imunológico e só deve ser retirado em último caso. Ele possui múltiplas funções entre as quais :

  • produção extra-medular de glóbulos vermelhos;
  • armazenamento de células;
  • filtração do sangue;
  • produção de células de defesa;
  • o ferro reciclado das velhas células vermelhas do sangue é armazenado no baço, onde aguarda o transporte para a medula óssea.

                   Exames de imagem, e o mais frequente é a ultrassonografia, mostram aumentos do baço, às vezes persistentes, sem que se conheçam as causas. A congestão do baço pode ocorrer por causas variadas, como a administração de certos medicamentos, como agentes anestésicos ou tranquilizantes, por exemplo. A congestão também pode ocorrer devido ao aumento da pressão arterial secundária à uma hipertensão do sistema porta, em algumas alterações hepáticas, decorrentes de intoxicações, shunts hepáticos, secundariamente à cardiopatias.

                  O baço pode reagir exageradamente a condições específicas, resultando em um processo de doença conhecido como esplenomegalia hiperplásica ou reativa. Um baço pode se tornar reativo quando há estimulação excessiva do sistema imunológico por condições como doenças imunomediadas, infecções bacterianas, doenças transmitidas por carrapatos, entre outras.

                   A esplenomegalia pode ocorrer ainda por torção, o que determina uma emergência cirúrgica. Pode ocorrer devido a um trauma, junto de uma torção gástrica, ou sem uma causa determinante conhecida.

                   Outra causa que determina aumento generalizado ou parcial do baço, são os tumores, que podem ser benignos e malignos, sendo que entre os malignos o mais frequente é o hemangiossarcoma.

Nem sempre haverá necessidade de remoção do baço, e esta só deve ser realizada em último caso. Entre as enfermidades não tumorais mais frequentes estão as doenças transmitidas por carrapatos como a Erlichia sp, Anaplasma sp, Hepatozoon, Babesia sp, Rangelia sp, além da leishmaniose visceral. O cão pode estar ou não sintomático. Pode apresentar anemia, febre, perda de peso diminuição do apetite, mucosas pálidas, dor abdominal. Ou a esplenomegalia pode ser um achado em um exame de imagem de rotina. O tratamento da causa primária em geral determina a normalização esplênica, embora ela seja gradativa e demore algum tempo. E em outros casos, se houver envolvimento de mecanismos autoimunes ela se torne permanente e é necessário monitoramento, junto do quadro clínico e laboratorial.

                   Os hematomas também são causas de aumento do baço em cães, representando mais de 50% dos casos de esplenomegalia. Podem ocorrer por trauma, mas muito mais frequentemente por infartos esplênicos e desordens da coagulação, sobretudo em cães idosos. Em geral  são reabsorvidos após um período de tempo, mas outros crescem exponencialmente e eventualmente se rompem. Um hematoma rompido com origem no baço é uma emergência e, frequentemente, o animal experimenta um episódio de colapso agudo seguido por uma perda significativa de sangue no abdômen (hemoabdomen). Dependendo do tamanho do hematoma, será recomendado a remoção do baço.

                   A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são determinantes para o diagnóstico de esplenomegalia em animais e tem evitado muitas cirurgias exploratórias desnecessárias (chamadas celiotomias ou laparotomias), ou determina a urgência cirúrgica, em outros casos.

                   A esplecnectomia, embora seja uma cirurgia que salva vidas, deve ser indicada com critério, e é importante que o cirurgião tenha certeza que as condições clínicas do paciente sejam favoráveis ao êxito cirúrgico. Não é uma cirurgia fácil, nem tampouco o seu pós operatório. Sempre será necessário obter bolsa de sangue para seu provável uso no trans-operatório, e o repouso do animal após a cirurgia deve ser absoluto por no mínimo 10 dias, tendo rigorosa monitorização para um a boa cicatrização dos pontos externos e sem riscos de infecções secundárias. A doenças de base deverão ser acompanhadas e tratadas.

                 Junto do tratamento clínico ou cirúrgico convencionais, podem ser realizados tratamentos integrativos e complementares, como a homeopatia, fitoterapia (brasileira ou chinesa), de acordo com a enfermidade e seu diagnóstico. Medicamentos homeopáticos como Chionanthus, Ceanothus, Bellis perenis, Euphorbium officinarum podem auxiliar assim como fitoterápicos como tinturas de Tabebuia, Sete Sangrias, Pariparoba, Cordão de frade. Na Homeopatia Antroposófica temos o Viscum album injetável, cada vez mais utilizado para diferentes afecções.

Material consultado:

LONG BEACH ANIMAL HOSPITAL. Spleen Disease. Disponível em: https://lbah.com/feline/spleen-disease/

PET MD. Enlarged Spleen in Dogs. Disponível em: https://www.petmd.com/dog/conditions/cardiovascular/c_multi_splenomegaly

By Leonora Mello

Ansiedade de separação em Animais de Companhia

Ocasionalmente, precisamos ajudar tutores e cães que não suportam ficar sozinhos. EM geral, os filhotes, após algum tempo, entre 45 e 60 dias, são desmamados e em seguida vão viver em diferentes famílias humanas, e na maioria das vezes, a adaptação é fácil, e a convivência tranquila e agradável.

               Em outros casos, adaptam-se a uma vida mais solitária, tolerando ficar só durante muitas vezes, desde que tenham suas horas de exercícios, brincadeiras e atenção, gerando uma rotina saudável.

               Em alguns casos, porém, seja por traumas, seja pela personalidade do cão, ou por outro motivo qualquer, ocorre uma excessiva dependência entre o cão e seu tutor, o que gera ansiedade todas as vezes em que fica só, desenvolvendo comportamentos que levam ao desconforto de todos. Pode vocalizar por horas seguidas, destruir o mobiliário, arranhar portas até ferir as patinhas, ou mesmo fugir sem rumo.

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Síndrome da Hiperestesia em Felinos

A Síndrome de Hiperestesia Felina é uma desordem pouco compreendida, e que apresenta uma variedade de sintomas.

               Ela começou a ser estudada em 1980, e sua sintomatologia mais consistente consta de perseguir a cauda, lamber ou coçar compulsivamente a região lombar, flancos, região anal, além de espasmos e ondulações na pele e músculos da região dorsolombar, que podem ser espontâneos ou iniciar pelo carinho ou simples toque.

               Outros sinais clínicos são excessiva vocalização sem causa, episódios de louca correria, pulos inusitados, comportamento como se tivesse tendo alucinações, ou semelhante ao cio.

               As causas têm sido atribuídas à alergias dermatológicas associadas à um transtorno obsessivo-compulsivo, ou ainda condições neurológicas como epilepsia atípica, doenças articulares intervertebrais, ou mesmo mielite. Casos severos levam à sérias mutilações.

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ARGILA DETOX – Utilização de argila medicinal em cães e gatos

Em geral os cães adoram rolar na lama, não é mesmo?  Provavelmente eles sabem, por instinto, que a argila nela contida, tem poderes medicinais. Só que a lama comum, pode ter também microrganismos indesejáveis, então atualmente, resgatando uma antiquíssima sabedoria curativa, existe uma variedade de argilas medicinais, estéreis e bem embaladas, que são fáceis de encontrar em lojas de produtos naturais.

               A argila é usada pelo homem por suas propriedades terapêuticas desde o início dos tempos.  Hoje temos argila branca, verde, amarela, vermelha, marrom, preta…. todas tem ação curativa. E o melhor, podemos utilizar esta terapia esquecida também em nossos animais de estimação, sobretudo que hoje em dia, vemos nossos cães e gatos cada vez com mais quadros alérgicos, tanto a nível dermatológico quando gastrointestinal.

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Terapia a laser em cães e gatos

Foi o gênio chamado Albert Einstein quem postulou uma teoria em que um átomo quando estimulado poderia liberar fótons e assim nasceu o termo LASER- Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Isto é, amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. Quem começou de fato a aplicar a terapia laser foi o D. Endre Mester, na Hungria, em 1965, em experimentos com camundongos.

       A terapia foi evoluindo, com a utilização de “Lower Intensity Laser Therapy”, isto é, utilização de laser de baixa intensidade. Em 2014, os estudiosos que aplicavam esta terapia começaram a chamá-la de terapia por Fotobiomodulação.

         Os lasers utilizados atualmente no tratamento do controle da dor e lesões articulares, musculares, dermatológicas, humano e veterinário, são das classes IIIb, e às vezes, da classe IV.

         Os lasers com ação fotoquímica na interação com células variam de laser azul ao infravermelho. O espectro mais utilizado em fisiatria veterinária é de 600 a 980 nm. O comprimento de onda influencia na profundidade da penetração da luz.

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