Hidrolatos permitidos para animais de companhia

O que é a Aromaterapia para Pets:

A aromaterapia é uma ciência e arte integrativa que utiliza substâncias extraídas de plantas (óleos essenciais, hidrolatos e óleos vegetais) para equilibrar, harmonizar e promover a saúde física e mental dos animais. Ela ajuda a tratar problemas como ansiedade, dermatites, medos, traumas e questões respiratórias.Princípios Fundamentais

  • Autoseleção (Zoofarmacognosia): É o pilar central onde o animal escolhe com quais aromas quer interagir. O tutor deve oferecer o óleo diluído e observar a reação do pet; se ele se aproximar ou lamber o ar, é um sinal positivo; se ele se afastar, o aroma deve ser removido.
  • O Olfato Animal: O olfato dos cães é imensamente superior ao dos humanos, possuindo entre 200 a 300 milhões de receptores olfativos, contra apenas 5 milhões em pessoas. Por isso, os aromas devem ser usados de forma sutil para não serem invasivos ou dolorosos.

Diferenças entre Cães e Gatos

  • Cães: Geralmente aceitam bem os óleos essenciais, desde que sempre diluídos em óleos carreadores (concentrações de 0,05% a 2%).
  • Gatos: São extremamente sensíveis. Eles não possuem a enzima necessária no fígado para realizar a glucuronidação, o que significa que não metabolizam bem certas substâncias, como fenóis e terpenos. Por isso, o uso de óleos essenciais na pele de gatos é contraindicado, sendo os hidrolatos a opção mais segura e recomendada para eles.

Detalhes sobre Óleos Proibidos para Gatos

A principal recomendação é evitar óleos essenciais que contenham compostos polifenólicos, fenóis e terpenos. As fontes destacam os seguintes óleos como proibidos ou que devem ser evitados para felinos:

  • Especiarias e Ervas Fortes: Canela, cravo, orégano e tomilho.
  • Cítricos: Limão.
  • Mentolados e Refrescantes: Hortelã-pimenta (peppermint), wintergreen, bétula e eucalipto.
  • Outros: Tea tree (melaleuca).

Além da toxicidade de componentes específicos, a aplicação tópica (direto na pele ou pelo) de qualquer óleo essencial é contraindicada para gatos. Em ambientes com difusores, é vital garantir que o gato tenha liberdade de movimento para sair do local caso o aroma o incomode

Hidrolatos: A Opção Mais Segura

Os hidrolatos (ou águas florais) são subprodutos da destilação de plantas aromáticas. Eles são muito mais suaves que os óleos essenciais, seguros para uso direto na pele e ideais para animais jovens, idosos ou frágeis. Podem ser usados para:

  • Limpar orelhas e tratar “hot spots” (feridas úmidas).
  • Acalmar o animal e refrescar o ambiente ou a caminha.
  • Desinfetar pequenos cortes e arranhões.

Precauções Importantes

  1. Nunca use óleos essenciais puros diretamente na pele do animal.
  2. Evite áreas sensíveis como olhos, nariz e interior dos ouvidos.
  3. Liberdade de movimento: Ao usar difusores no ambiente, mantenha as portas abertas para que o animal possa sair se o cheiro o incomodar.
  4. Qualidade: Use apenas óleos e hidrolatos 100% puros e naturais, livres de fragrâncias sintéticas, parabenos ou conservantes

Leitura consultada:

DOGS NATURALLY. Hydrosols: A New Solution For Natural Healing . Disponível em: https://www.dogsnaturallymagazine.com/hydrosols-new-solution-natural-healing/

By Leonora Mello

TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO EM CÃES

Os problemas comportamentais em cães, podem ser devido à várias causas. Uma delas pode ser devido ao desconhecimento de seus tutores quanto às característica de raça ao escolherem um filhote. Por exemplo, um cão cuja raça foi desenvolvida para pastoreio, como o Border collie, não se adapta bem em apartamentos, pois tem muita vitalidade, e se esta não for gasta diariamente, pode se tornar hiperativo, destrutivo.   Outro exemplo é o Westie – West highland white terrier – um cão pequeno, e aparentemente ótimo para viver em apartamento. Porém é um cão com muita energia, e bastante obstinado, e deve ter bastante disciplina desde novinho para conseguir responder a comandos, quando for necessário. E além disso, os cães westie gostam de ficar perto de pessoas, e não se adaptam bem à solidão, e se isto acontecer pode gerar problemas comportamentais. O Yorkshire terrier costuma ser muito afetuoso, mas se não for bem sociabilizado, pode tornar-se agressivo para outras pessoas e animais, pois como é um terrier, precisa compreender quem é o seu líder. Frequentemente, muitos animais sem raça definida também apresentam alterações comportamentais, e isso é comum naqueles que foram adotados de abrigos, ou de situações de maus tratos. Às vezes as alterações são tão incômodas e profundas que seus tutores acabam achando que não tem o que fazer e isso gera sofrimento para todos.

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Acredite na energia que move o mundo

Quando silenciamos nossas mentes turbulentas, conseguimos perceber os sons os movimentos e a energia do mundo.

Podemos imaginar uma praia, e os movimentos cadenciados das ondas, mesmo ritmo, o som que nos acalma e energiza, apenas aquela música mágica dentro do silêncio afastado do burburinho inexato que criamos.

Além do ritmo perfeito das ondas, percebemos o calor irradiando por tudo, invisível chuva de raios infravermelhos e ultravioletas. Não os vemos, mas os sentimos e acreditamos e sua existência, no milagre diário da presença solar. E se nos demoramos, virá a lua nos mostrar a calmaria da noite, maré alta, maré baixa e uma rede de conexões que não desligam nunca, estejamos conscientes ou não.( continua)

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A HOMEOPATIA E OS INCÊNDIOS

Tenho estado muito angustiada, como muitos de nós, pelas notícias da enorme catástrofe na Austrália, com os repetidos incêndios. E antes, com os incêndios que ocorreram no Brasil. A situação em breve com certeza irá melhorar, e chuvas vão apagar o fogo e logo a fauna e flora tentará se recuperar, mas enquanto isso, muitos animais precisarão de auxílio.

            Com certeza a Homeopatia pode ajudar nestes casos, tanto no tratamento das queimaduras, como nas sequelas dos traumas emocionais que aqueles pobres animais têm passado.

            Não venho aqui com prescrições milagrosas, com indicações de doses ou posologia, e sim fazer uma releitura do que deve estar acontecendo, e o que os grandes mestres homeopatas de ontem e de hoje poderiam indicar.

            O Dr. Chandak, homeopata indiano, classifica as queimaduras de acordo com variadas causas: ( continua)

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Doença Inflamatória Intestinal Felina

A DII (doença inflamatória intestinal) em gatos domésticos tem se tornado mais frequente, ou talvez, mais diagnosticada devido ao maior acesso aos meios de diagnóstico por imagem, sobretudo a ultrassonografia.

Podem ocorrer sintomas como diarreia, diminuição do apetite, náusea e vômitos, dores abdominais, e por vezes ocorrem complicações como a pancreatite e a tríade felina (que envolve inflamação em fígado, pâncreas e intestino delgado).

As causas de DII são variadas, pode iniciar pela presença de parasitas intestinais (vermes, Giardia sp, Criptosporidium, etc), corpo estranho não obstrutivo, naqueles gatos que costumam mastigar e engolir plástico e outras coisas não comestíveis, intolerância ou alergia alimentar, alteração na flora intestinal (pelo uso excessivo de antibióticos ou outros medicamentos). Pode se tornar crônica e vai adquirindo um perfil de doença autoimune, daí chamando-se enterite plasmocítica-linfocítica. Alguns autores relatam que casos crônicos sem tratamento, ou que não respondem bem ao tratamento, podem evoluir para linfoma intestinal.

É muito difícil fazer o diagnóstico diferencial de DII e de um quadro mediano de linfoma, que costuma ter um comportamento  de crescimento lento, perda da integridade das camadas internas, visualizado pela ultrassonografia, persistência dos linfonodos mesentéricos, e eventualmente metástases em outros órgãos.

O mais recomendado é iniciar o tratamento tão logo seja diagnosticada a doença inflamatória intestinal, com dieta hipoalergênica, probióticos e outros medicamentos, tentando descobrir as causas. A homeopatia pode auxiliar, e pode-se citar Arsenicum album, Mercurius cor, Podophylum, Gambogia, Iris versicolor, Sulphur, Veratrum, Colibacilinum…Para cada caso, com seus sinais e sintomas, poderá ser feita uma prescrição adequada, que irá aliviar os sintomas ou mesmo curar.

By Leonora Mello

Existem animais com autismo?

Não há comprovação a respeito do diagnóstico de autismo para cães e gatos de estimação.
Mas sabemos que alguns deles apresentam sintomas, como falta de conexão com outros animais e/ou pessoas, comportamentos obsessivos esporádicos, como correr atrás da cauda, lambedura excesso sob estresse, olhar vago, não responder a comandos, nào suportar situações como muito barulho, a confusão das ruas ao passear.
Podem se tornar agressivos sem qualquer razão, ou ter reações inesperadas de fuga…
Estes comportamentos alienados podem ocorrer em animais que foram muito maltratados, ou mesmo em ninhadas de animais de raça pura. Podem ter aparencia normal, ou um olhar vago, olhos separados, alguma outra alteração física.
Estes animais necessitam cuidados especiais, as vezes de adestramento comportamental, ou mesmo serem medicados. Uma alternativa ao uso de medicamentos convencionais como a amitriptilina, ou fluoxetina, é a utilização de Homeopatia e Florais. Eventualmente uma alimentação natural também pode ajudar, pois ainda não se sabe se intolerâncias alimentares lactose, e alimentos refinados, tal como no ser humano, podem agravar o quadro.
Enquanto a ciência não comprova de fato as causas destes comportamentos diferentes, podemos tentar ajudá-lo com as Terapias Complementares.

By Leonora Mello

Literatura consultada:

https://www.sciencefocus.com/nature/is-autism-found-in-any-other-animals/

http://www.sld.cu/galerias/pdf/sitios/mednat/role_of_homoeopathy_in_the_management_of_autism.pdf

A QUESTÃO DAS VACINAS PARA CÃES E GATOS

 

Muito se fala e se escreve sobre a questão das vacinas. Vou escrever também, um pouco sobre o que tenho observado ao longo dos anos.
As vacinas anti-rábica e óctupla/ déctupla importadas, feitas de modo que chamamos ” vacinas éticas”, são altamente eficazes, com uma incidência muito pequena de agravos.
Vacinas polivalentes, algumas com 12 antígenos inclusive, compradas “em balcão”, como se diz, e que não são aplicadas por médico veterinário, não apresentam uma boa resposta imune, talvez porque não haja um cuidado criterioso em sua conservação, ou por erros na vacinação, ou porque o anexo mal não estivesse em boas condições imunologicas no momento da vacina.

Enfim, são muitas as causas de falhas vacinais, e por isso, antes de vacinar o animal tem de ser examinado por médico veterinário, estar vermífugado, estar sem febre, bem alimentado, estado geral excelente.

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