A QUESTÃO DAS VACINAS PARA CÃES E GATOS

 

Muito se fala e se escreve sobre a questão das vacinas. Vou escrever também, um pouco sobre o que tenho observado ao longo dos anos.
As vacinas anti-rábica e óctupla/ déctupla importadas, feitas de modo que chamamos ” vacinas éticas”, são altamente eficazes, com uma incidência muito pequena de agravos.
Vacinas polivalentes, algumas com 12 antígenos inclusive, compradas “em balcão”, como se diz, e que não são aplicadas por médico veterinário, não apresentam uma boa resposta imune, talvez porque não haja um cuidado criterioso em sua conservação, ou por erros na vacinação, ou porque o anexo mal não estivesse em boas condições imunologicas no momento da vacina.

Enfim, são muitas as causas de falhas vacinais, e por isso, antes de vacinar o animal tem de ser examinado por médico veterinário, estar vermífugado, estar sem febre, bem alimentado, estado geral excelente.

Quanto às vacinas contra Giardia e Bordetella, não entrarei em muitos detalhes mas acho que devem estar no calendário de vacinação dentro de alguns critérios de riscos, exposição, não ter reações pós-vacinais (alguns cães e gatos são bem sensíveis, e às vezes só conseguimos aplicar as principais, em virtude das reações, inerentes ao próprio animal).

As vacinas contra leishmaniose são cada vez mais necessárias, devido à expansão da doença no meio urbano. Lembrando que é necessário fazer antes os testes Elisa e de Imunofluorescência indireta, diluição plena, e uma vez sendo negativos, começar uma série de três vacinas a cada 21 dias, e depois manter uma dose anualmente. Trata-se uma vacina que exige mais do organismo do animal, principalmente de animais pequenos, idosos, com lesões prévias em fígado e rins. Estes, devem estar estabilizados antes do procedimento vacinal.

Recomendo e prescrevo exames bioquímicos  num check up naqueles casos mais delicados,  e tratamento com terapias integrativas como a Homeopatia, fitoterapia, ortomolecular, com bons resultados, já que é necessário fazer as vacinações.
Não existe vacina anti-filária, o “verme do coração”. Na verdade trata-se de  uma substância derivada da ivermectina, que persiste no organismo por um ano, com aplicação injetável, por via subcutânea. Assim, deve ser repetida anualmente, mas não é aconselhável aplicar no mesmo dia que estarão sendo aplicadas vacinas.
A questão de vacinar ou não anualmente contra as principais doenças causa polêmica. Como estamos em um país tropical, a transmissão de doenças é mais freqüente. Também temos no Brasil uma grande população de animais não domiciliados, não vacinados, e que potencialmente podem contaminar o meio ambiente com doenças infectocontagiosas..Assim, , não acho muito recomendável vacinar somente a cada dois anos, exceto em algumas condições especiais, que são tratadas caso a caso.

Espero que minhas palavras tenham sido de alguma utilidade! Até breve com algum outro assunto interessante!
Meus caríssimos leitores e leitoras, podem enviar pelo Facebook ou por mensagem para o site www. bichosonline.vet.br, sugestões sobre outros temas!
Até lá!

 

By Leonora Mello

 

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