Estomatite Ulcerativa Canina

A estomatite ulcerativa canina é uma doença de origem autoimune, também chamada “estomatite ulcerativa paradental crônica” (CUPS – Chronic ulcerative paradental stomatitis). Ela ocorre espontaneamente na mucosa oral, e supõe-se que um dos gatilhos para seu aparecimento seja a presença da placa dentária, com resíduos e bactérias (biofilme). O organismo desenvolve uma intolerância à placa e começa a reagir exageradamente.

   Pacientes com estomatite paradental ulcerativa crônica apresentarão bastante dor, relutância em abrir a boca, hálito pútrido, salivação espessa, mal cheirosa, às vezes snaguinolenta e perda de apetite.

               Quando a terapia medicamentosa (escovação frequente, uso de antisséticos e antibioticoterapia) não é bem sucedida, ou as ulcerações são de longa duração ou avançadas, as extrações dentárias são necessárias. Em alguns casos, a extração dos dentes caudais (pré-molares e molares) será suficiente, enquanto outros requerem extrações de boca completa. Os casos de extração total da boca podem ser separados em dois procedimentos com ênfase no controle da dor e na cicatrização ideal. Mais de 90% desses pacientes alcançarão remissão clínica, que é a resolução das úlceras, retorno ao conforto e alimentação. Porém as recidivas são frequentes, se não houver cuidado constante.

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Complexo gengivite estomatite felina

O complexo gengivite-estomatite felina (CGEF) é uma afecção relativamente comum em gatos. É caracterizada por inflamação crônica intensa da gengiva e da mucosa oral com a presença de ulcerações que ocorrem devido a uma reação exagerada do organismo ao acúmulo da placa bacteriana e do cálculo dental na doença periodontal.

Trata-se de uma doença de caráter crônico e tem sido referida como a segunda causa mais frequente de patologia oral, logo após a doença periodontal.  Podem ocorrer diversos sinais clínicos como anorexia, ptialismo (produção excessiva de saliva) e agressividade, decorrentes da dor e desconforto sentidos pelo animal.

Há uma forma bastante grave, a gengivo-estomatite linfoplasmocítica (GECF) quando se desenvolvem lesões profundas, refratárias ao tratamento. Nos casos mais graves, o paciente não consegue se alimentar, e o jejum prolongado, a inflamação e levam a quadros degenerativos e infecções secundárias. O felino desenvolve uma desidratação, e há o risco de lipidose, se não houver rápidas medidas terapêuticas, e neste casos, a associação das Terapias Integrativas e Complementares auxilia substancialmente.

Atribui-se um conjunto de possíveis causas para esta enfermidade, entre elas agentes virais, bacterianos e/ou alimentares, com uma forte participação imunitária.

Foi detectado Calicivirus na quase totalidade dos casos estudados, isto é, em 85% dos gatos com gengivo-estomatite, e em 100% dos casos de gatos com faucite. Também se verificou a associação de Herpes vírus (rinotraquíte). Alguns estudos também apontam que cerca de até 50% de pacientes felinos com gengivo-estomatite são portadores de FIV (Vírus da Imunodeficiência felina- retrovirose).

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Retroviroses em felinos domésticos : FIV ( Vírus da Imunodeficiência Felina)

A FIV e a FELV são doenças retrovirais incuráveis, e embora estes vírus sejam da mesma família do HIV humano e se comportem de maneira semelhante, não são transmissíveis ao homem, mas com grande risco de transmissão entre felinos domésticos e selvagens.

            O FIV é mais comumente transmitido através de mordidas, portanto, gatos machos agressivos e não castrados correm o maior risco. Gatos de interior têm o menor risco de contrair a doença. Estudos indicam que o vírus pode ocasionalmente ser transferido da mãe para o filhote através do leite, mas que a transmissão sexual não é considerada uma causa significativa de disseminação viral. Se um gato FIV-positivo vive em uma casa com outros gatos não infectados, o risco de transmissão só ocorre se houver briga entre eles. O contato casual não espalha esse vírus.

               Quando um gato infectado morde outro gato, o vírus é injetado na corrente sanguínea e viaja através do sangue para o linfonodo mais próximo, onde se multiplica dentro das células. Ele se dissemina para todos os outros linfonodos e pode fazer com que eles aumentem de tamanho. A febre pode estar presente neste momento, mas provavelmente passará despercebida, porém, a maioria dos gatos infectados com FIV nunca elimina a infecção e ela persiste no corpo e destrói silenciosamente o sistema imunológico ao longo de meses ou anos.

               Muitos gatos com FIV vivem por anos e parecem completamente normais. Mas como o vírus ataca o sistema imunológico, o gato acaba não conseguindo lutar com bactérias, vírus e parasitas comuns encontrados no ambiente. A maioria dos sinais clínicos associados ao FIV surge de infecções secundárias, não do próprio vírus. Quando o sistema imunológico estiver esgotado, surgem infecções secundárias e podem ocorrer variados sintomas como: perda de apetite; perda de peso crônica; febre persistente; pelagem feia; inflamação das gengivas e boca; infecções crônicas recorrentes da bexiga, pele ou trato respiratório; diarreia persistente; neoplasias; condições neurológicas, como convulsões e alterações comportamentais; distúrbios hemorrágicos e problemas na medula óssea.

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As diretrizes para FELV – Vírus da Leucemia Felina

 Após estudos realizados entre 2008 e 2016, envolvendo cerca e três milhões de testes de gatos portadores de retrovírus (FIV e FELV), provenientes de 68 países, foram delineadas as diretrizes destas doença. Neste texto comentaremos sobre o vírus da Leucemia Felina (FELV).

            O FeLV é transmitido por contato próximo entre os gatos. Comumente, a transmissão é horizontal entre gatos que vivem juntos ou por brigas  e eventualmente, transmissão vertical, a partir de gatas infectadas para seus gatinhos. Existe um aumento da resistência à infecção pelo FeLV com a idade, porém filhotes são bastante suscetíveis. No entanto, com certa frequência gatos adultos também contraem a infecção por FELV, sobretudo aqueles mais velhos, que convivem com grande número de outros gatos, em abrigos ou colônias, entrando frequentemente em contato com os diferentes subtipos do vírus, a partir da troca de secreções, sobretudo a saliva.

             Além da saliva, o principal veículo de infecção, outras secreções como o leite, urina e fezes também podem ser infectantes. A infecção se dá geralmente por via oronasal, mas também pode ser por mordidas. Após a infecção, o vírus espalha-se para o tecido linfóide, através dos monócitos e linfócitos. Durante esta viremia primária, eventualmente o vírus pode atingir a medula óssea. Após a infecção da medula óssea, pode ocorrer uma viremia secundária, com leucócitos e plaquetas contendo FELV, e assim o vírus é detectável pelo teste de anticorpos imunofluorescentes (IFA).

            O vírus da leucemia felina possui 5 subtipos, sendo o subtipo A a forma transmissível, que pode mutar para os demais subtipos B, C, D e E, que são mais patogênicos.

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Cura Quântica

Os princípios da Física Quântica nos leva a um conceito absolutamente novo, a um paradigma multidimensional  sem limites, onde não há barreiras nem certezas, num  infinito oceano cósmico, sendo um campo de infinitas potencialidades. Nesse vasto oceano energético, tudo se relaciona com tudo, campo esse, onde nós como seres humanos, também fazemos parte.

Nossa geração aprendeu que a matéria é formada de moléculas, e por sua vez estas moléculas são formadas de átomos.  Eram apenas os elétrons, prótons e neutros, mas depois detectaram os pósitrons, quarks, a teoria das cordas…..Enfim, descobriram que na verdade tudo se baseia em filamentos de energia, que se comportam de infinitas maneiras, até que se conseguiu comprovar o comportamento ondulatório dos elétrons, isto é, ora eles são ondas, pura energia, e ora partículas, voltando a ser partícula. Os princípios da Física Quântica nos leva a um conceito multidimensional de difícil entendimento para nós, mas por certo em futuro próximo será cada vez mais estudado e compreendido.

Na verdade, sob a concepção da existência quântica da matéria, podemos compreender claramente a metodologia vitalista/energética de terapias como a homeopatia, acupuntura, e todos os desdobramentos que temos hoje, a radiestesia, hipnose, reike, mesas quânticas…

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O que é doença de Lyme símile brasileira ou Síndrome de Baggio-Yoshinari ?

A Doença de Lyme é uma enfermidade infecciosa comum nos Estados Unidos, transmitida por carrapatos de várias espécies, que podem causar lesões na pele, no sistema nervoso central e periférico e no coração, além de dores articulares. No Brasil, temos diagnosticado as mesmas manifestações clínicas, após picada de carrapatos, desde 1992. Essa variante brasileira é denominada de Doença de Lyme símile brasileira ou síndrome de Baggio-Yoshinari, ou Borreliose e trata-se de uma zoonose negligenciada e subnotificada.

            Os sintomas do Lyme símile brasileira podem ser recorentes, mesmo com tratamento adequado, com grande frequência de cronificação e risco de desenvolvimento de sintomas imunorreativos como a síndrome da fadiga crônica ou encefalomielite miálgica e doenças autoimunes/alérgicas.  Os carrapatos no Brasil não pertencem ao complexo Ixodes ricinus, como encontrado nos Estados Unidos.  Aqui, os carrapatos dos gêneros Amblyomma cajenenses,  Rhipicephalus sanguineus, Ripichephalus microplus, Dermacentor nitens são vetores que infestam tanto animais domésticos como silvestres.

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Todo gato amarelo é macho e tricolor é fêmea?

A cor nos gatos está ligada principalmente ao sexo. Seja tricolor, escama de tartaruga, laranja, preto, marrom ou cinza, a cor do pelo de um gato vem de duas cores dominantes: preto e vermelho. Essas cores podem se transformar em diferentes tons – o preto pode se tornar chocolate, canela, lilás, azul e fulvo. E o vermelho, que é determinado pelo gene laranja, pode virar creme.

            Os genes de cor para preto e vermelho em gatos estão contidos no cromossomo X. Este é o mesmo cromossomo que, junto com o Y nos machos, determina o sexo de um gato. Na verdade em um mesmo local no cromossomo existem dois alelos. Assim, um cromossomo X pode conter um gene de pelo preto ou um gene de pelo laranja, mas não ambos.

            Um alelo criará a coloração laranja, que é dominante sobre todas as outras cores, exceto o branco puro. O outro alelo será uma coloração não laranja, recessivo, que permite a expressão de uma coloração não laranja (geralmente preta). Os machos normalmente carregam apenas um cromossomo X. Portanto, os machos podem ser pretos ou laranja (ou outras variações de cores com base em outras localizações de genes), mas não podem ter cores de pelo preto e laranja em seu corpo. O cromossomo X extra da fêmea permite a possibilidade de ela receber um gene preto e laranja.

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MEDICINA VETERINÁRIA INTEGRATIVA E COMPLEMENTAR E CASOS CRÔNICOS E INCURÁVEIS

Já abordamos este assunto, e vale a pena voltarmos a novas reflexões, pois as terapias vitalistas realmente auxiliam a dar conforto aos pacientes portadores de enfermidades limitantes, melhorando sua qualidade e vida e bem-estar.

               Terapias com homeopatia, acupuntura, florais, podem ser aplicadas individualmente ou conjuntamente, inclusive com a terapia convencional, se necessário. As terapias complementares ajudam a diminuir os efeitos da quimioterapia, permitem doses menores de medicamentos anticonvulsivos, hormônios, e outros que tenham efeitos colaterais deletérios. Aliviam o sistema orgânico em muitas ocasiões, e podem ser alteradas quantas vezes for necessário, para se adequarem ao influxo do tratamento.

               Acredito que a saúde é resultado de boa alimentação, bons tratos, disciplina, moradia limpa e segura, e uma ambiência de paz, tranquilidade, equilíbrio, bons pensamentos, boas energias, otimismo, Força, Fé.  Acredito que todos temos uma missão, um aprendizado e um objetivo, todo e qualquer ser vivo neste universo. Acredito que tudo é circular, o começo, o meio o fim, e o recomeço, e assim é o natural. O antinatural é não aceitar isso, enrijecer o tempo, antecipar ou querer estender uma condição….. Quando aceitamos que tudo é cíclico e eterno, os momentos são tão ricos, cheios de Luz, Paz, Saúde Vital….

               O ideal seria que não fossem necessários medicamentos, mas se de alguma maneira o sistema adoecer, medicamentos mais leves podem ter a chance de reequilibrar, por que não? E, se forem necessárias medidas drásticas, que se use, sabendo que seus efeitos colaterais podem ser um pouco amortecidos pelas terapias vitalistas, mas sempre se tendo uma consciência dos limites que às vezes estão além de nós…

               Tudo está nas mãos de uma Força Maior, mas se nosso caminho foi  buscar o alívio dos sofrimentos físicos, que ele possa ser iluminado pelo conhecimento destas terapias que auxiliam nossos amigos de pelos, nossos amigos de penas, todos eles, fornecendo medicamentos e protocolos terapêuticos de cada terapia, pedindo à Deus inspiração naquilo em se acredita, que é o Bem, a Luz e Paz.

VISCUM ALBUM (European Mistletoe)

O Viscum album que tem efeito imunoestimulante e que vem sendo estudado em muitas pesquisas como coadjuvante no tratamento do câncer é o manipulado de acordo com a Homeopatia Antroposófica, e aplicado em diversas dinamizações de forma parenteral, por via subcutânea e prescrito por homeopata que conheça seus protocolos.

          O Viscum Album elaborado em tabletes ou glóbulos e que foi experimentado por homeopatas hahnemanianos, possui outras funções. Sua experimentação aponta para os sintomas patogenéticos de queixas reumáticas e gotosas; neuralgia, especialmente ciática. Epilepsia, coreia e metrorragia. Surdez reumática, asma, dores na coluna, devido a causas uterinas. Reumatismo com dores dilacerantes. Albuminúria hipertensiva. Doença valvar, com distúrbios na esfera sexual. Sintomas como aura epiléptica e pequeno mal.

Seu uso é milenar, e é atribuído que os druidas o consideravam uma planta mágica, e o usavam como amuleto contra o mal. Nas histórias de Asterix o visco também aparecia, era coletado nos carvalhos e foi considerado ter qualidades especiais. Deveria ser carregado no solstício de inverno para trazer riqueza, saúde e poder. O visco (Viscum album) era erva altamente reverenciada nos aspectos mágico e religioso entre os antigos sacerdotes druidas da Bretanha e da Gália pré-cristãs e se tomou conhecido apropriadamente como “erva de druida”.

          O filósofo austríaco Rudolph Steiner, idealizador da Medicina Antroposófica, recomendou pela primeira vez o extrato de visco como um potencial tratamento contra o câncer em 1920, mas o médico holandês Ita Wegman foi o primeiro a usá-lo em uma pessoa com câncer. Na Europa, os extratos de visco estão entre as terapias mais prescritas para tratar o câncer, embora seus resultados ainda sejam discutidos. Seus fundamentos baseiam-se nas propriedades de certas árvores que são parasitadas pelo visco e que lhe doam substâncias físicas e etéreas. Viscum album tem um comportamento peculiar e independente, tirando suas forças não da terra, diretamente, mas da árvore que lhe alberga, suas folhas continuam verdes durante o inverno, e entra em uma espécie de hibernação no verão. O tipo de árvore onde cresce (carvalho, pinheiro, macieira, entre outras)e a época do ano que é colhido, determinam características especiais em seu potencial terapêutico.

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Gênio Epidêmico e Gênio Medicamentoso em Homeopatia

Em Homeopatia, as doenças sempre são decorrentes de alterações no equilíbrio da Energia Vital. Hahnemann definiu o conceito de doenças agudas  dentro dos fundamentos da Homeopatia como  aquelas decorrentes de alterações alimentares, alterações do clima, modificações ambientais, reagudização de doenças crônicas (miasmáticas) e as epidemias, que como todos nós sabemos são surtos agudos manifestação coletiva de uma doença que rapidamente se espalha, por contágio direto ou indireto, até atingir um grande número de pessoas em um determinado território e que depois se extingue após um período.

          Na nota do parágrafo 81 do Organon, Hahnemann  observou que a mesma doenças epidêmica, se manifesta com algumas diferenças de um surto para outro. Afirmava então que em epidemias de uma mesma patologia, jamais retorna do mesmo modo, diferindo em seu curso, em vários de seus sintomas mais marcantes. Na prática clínica observamos que de um surto de dengue, por exemplo, para outro, os sintomas patognomônicos diferem em intensidade e até mesmo no modo de sua apresentação nas pessoas atingidas pela doença. O mesmo temos visto com a COVID 19.

“… cada epidemia isolada é de caráter peculiar, uniforme e particular comum a todos os indivíduos  afetados e, quando esse caráter se encontra no conjunto característico dos sintomas comuns a todos, aponta-nos o caminho para a descoberta do medicamento homeopático (específico) adequado para todos os casos, o qual, então, é praticamente eficaz em todos os doentes que gozavam de saúde razoável antes da epidemia, isto é, que não sofriam cronicamente de psora desenvolvida”. (HAHNEMANN, Organon, 6ª edição)

          Para tratar doenças epidêmicas, é necessário se obter os sinais e sintomas que estão ocorrendo sempre em todos os enfermos, e a partir destes, encontrar o(s) medicamento(s) homeopáticos mais adequado(s), que com certeza irá mitigar o quadro, ajudar na cura e mesmo profilaticamente. Para a Homeopatia medicamento adequado será aquele, que na experimentação induziu sinais e sintomas semelhantes aos da doença que se quer tratar, no caso da busca pelo Gênio Epidêmico. Para um melhor entendimento, os sintomas que são estudados para achar o gênio epidêmico são os patognomômicos da doença naquela epidemia que está ocorrendo.

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