POTENCIAÇÃO EM HOMEOPATIA

Por muitos anos, Hahnemann, o fundador da Homeopatia, utilizava a Lei dos Semelhantes, mas com substâncias em doses ponderais, isto é, sem diluir, ou com pouca diluição, e algumas delas eram bastante perigosas e com muitos efeitos colaterais. Por exemplo, as preparações de mercúrio foram reconhecidas durante séculos como um tratamento bem-sucedido para a sífilis. Infelizmente, os doentes corriam o risco de serem envenenados pelo tratamento.

Hahnemann já havia mostrado que o mercúrio era eficaz porque curava pela Lei dos Semelhantes ou “igual trata igual”; produziria sintomas semelhantes aos da sífilis se administrado a pessoas saudáveis. Não querendo que seus pacientes sofressem os efeitos envenenadores do mercúrio ou de qualquer outra substância tóxica, Hahnemann começou a diluir seus remédios. Ele descobriu que, embora pudesse acabar com os efeitos colaterais tóxicos de seus remédios, também perdia seus benefícios de cura.

Porém, Hahnemann descobriu que um remédio preparado por uma série de diluições intercaladas com vigorosas agitações, resultava em um medicamento poderoso e seguro. Há muitas histórias a respeito de como ele descobriu isso. Alguns contam que ele observou o despertar do poder medicamentoso das substâncias diluídas, após percorrer grandes distâncias em terrenos acidentados com sua carruagem, onde os medicamentos eram sacudidos frequentemente. Outros, e parece que esta é a versão mais aceita, descreve que ele batia com cada solução diluída contra a capa dura de sua Bíblia. O fato é que a associação da diluição com as agitações, que foram chamadas de sucussões, resultou em escalas ultramoleculares chamadas de potenciação.

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Homeopatia e a Saúde Única (1)

Sabemos que Saúde Única é um conceito que se refere à uma interconexão entre a saúde humana, a saúde animal, o ambiente, assim como o estudo e a adoção de políticas públicas efetivas para prevenção e controle de enfermidades trabalhando nos níveis local, regional, nacional e global.

          Em 1984, o médico veterinário norte-americano chamado Calvin W. Schwabe (1927-2006), desenvolveu a ideia e a importância da junção entre saúde humana, animal e ambiental. Ele escreveu o livro “Veterinary Medicine and Human Health”, adotando a expressão “One Medicine” e este conceito evoluiu depois e tornou-se globalmente conhecido como “One Health” (Saúde Única).

           A Homeopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma medicina alternativa e complementar na prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde. A Homeopatia foi utilizada no passado para o combate a diversos tipos de epidemias em diferentes momentos. O próprio fundador da homeopatia, Dr. Samuel Hahnemann, em 1799, utilizou a Belladonna no controle de uma epidemia de escarlatina e posteriormente tratou uma epidemia de tifo. Outros exemplos bem-sucedidos ocorreram na epidemia de cólera na Europa (1821-1834) e da gripe espanhola (1918). No Brasil, já foi utilizada na Bahia na epidemia de tifo (1925-1926) e da meningite nos anos de 1970.

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O Vitalismo através do tempo aos dias de hoje e o Princípio Vital de Hahnemann

Ainda hoje há muita dificuldade em se aceitar que há outras formas de tratamento além da Medicina Convencional. Mas desde tempos imemoriais, na Antiga Grécia já existiam questionamentos entre o Materialismo e o Vitalismo, o Empirismo e o Idealismo. Atualmente, cada vez mais há pessoas interessadas em Terapias Integrativas e Complementares, preocupadas com preservação ambiental, com a questão do excesso de resíduos dos medicamentos, assim de seus efeitos colaterais, e ainda, seu custo. Além da Homeopatia, outras terapias vitalistas vêm se destacando, mas foi Hahnemann o grande divulgador, que conseguiu trazer até nós , passados mais de dois séculos, a Homeopatia e suas possibilidades de reequilíbrio, cura e prevenção.

Além disso, a questão vitalista nos faz refletir o que é afinal esta Energia vital, força vital, substância simples, princípio vital, chi que traz equilíbrio e conexão a tudo no Universo. Parte da grande Força Cósmica, quando observamos as curas efetuadas por medicamentos homeopáticos advindos de metais e minerais, como Silicea, Calcarea, Mercurius, Sulphur, Antimonium, Ammonium, Bromium, e tantos outros, substâncias quimicamente inanimadas, aos olhos do mundo tradicional, temos de parar e refletir que esta força, esta energia que a tudo permeia não está somente no interior dos seres vivos, mas onipresente, aguardando ser despertada, o que acontece após as diluições e sucussões da farmacotécnica….. Muita coisa além do nosso cotidiano, nossa rotina, se passa sem que por vezes se perceba. Vamos aprender a meditar mais sobre ânima, da qual somos feitos, o sopro da vida, e sobre esta vitalidade que pode curar…

Homeopatia e a Medicina Veterinária

Com o crescimento das Terapias Integrativas e Complementares, aos poucos vem aumentando a aceitação dos responsáveis/tutores pelos animais de companhia em utilizá-las. Porém, são tantas, que umas se entremeiam às outras e se confundem. Por exemplo, muitos ainda acham que a utilização de fitoterápicos, florais e produtos ortomoleculares fazem parte da terapia homeopática. E não é bem assim…. venho então neste breve texto explicar um pouco sobre Homeopatia Veterinária.

            Como Médica Veterinária, posso fazer uso da Homeopatia, uma vez que cursei a pós-graduação, ou se achar necessário, da Acupuntura, da Auriculoterapia, da Moxabustão, do laser ultra-vermelho, ou o apenas a radiação de luz vermelha, cujos estudos completei também com após outra especialização…. Uso se necessário estes recursos, assim como a aplicação de outros cursos que fui fazendo ao longo da vida, como florais, tinturas, chás, extratos, fórmulas ortomoleculares, e mesmo radiestesia, embora, esta última prática eu deixe para meus estudos em casa sobre algum caso em particular, assim como tento desenvolver meus estudos de Reiki e outros caminhos quânticos que aparecerem.

            É importante citar, que para se ter proficiência nas práticas integrativas, é necessária uma base muito sólida em clínica médica geral, e estar sempre fazendo atualizações sobre a Medicina convencional, os exames a serem solicitados, nas novidades diagnósticas, nas doenças emergentes. E aí sim, aplicar o conhecimento de uma forma diferenciada, mas lúcida e com bom senso. E muitas vezes, as terapias integrativas trabalham como coadjuvantes da terapia convencional alopática, e também dá certo! Minimizando efeitos colaterais, permitindo diminuição de doses, ajudando nos cuidados paliativos… Com conhecimento, consciência e muito estudo, muita coisa é possível de se fazer!

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O excessivo uso de antibióticos e a urgência de um plano para seu consumo racional Bom senso- Expertise- Alternativas

Com a descoberta e desenvolvimento dos antibióticos, com certeza muitas vidas foram salvas, de infecções simples às mais complexas. Porém, ao longo das décadas que se seguiram à descoberta dos antibióticos, observou-se que o uso de antibióticos na medicina humana, medicina veterinária e agricultura está relacionado à contaminação do meio ambiente, das águas superficiais, subterrâneas, água potável, esgoto municipal, solo, vegetais, em toda parte.   Em decorrência do uso abusivo, nem sempre necessário, vem ocorrendo a resistência dos microorganismos, aumentando a duração da doença, a morbidade e a mortalidade.

            É necessário o uso racional dos antibióticos. Doenças virais não respondem aos antibióticos, a não ser que existam infecções bacterianas secundárias envolvidas, e assim, na maioria das viroses não haveria necessidade de sua prescrição. Se as cirurgias veterinárias forem realizadas com a melhor assepsia possível, não será necessário o tradicional tratamento preventivo antibiótico pré-operatório, sendo necessário um mínimo de doses no pós-operatório. E quadros inflamatórios leves, podem ser tratados precocemente com terapias integrativas como homeopatia e fitoterapia, desde que não complicados. A demora na introdução de um protocolo terapêutico porém, pode acabar levando à necessidade da administração de antibióticos por via sistêmica. Ou a administração incorreta, com baixa dosagem, ou posologia inadequada, ou antibióticos com a validade vencida, manipulação indevida, tudo isso pode ser uma demanda contra a cura de uma infecção.

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TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO EM CÃES

Os problemas comportamentais em cães, podem ser devido à várias causas. Uma delas pode ser devido ao desconhecimento de seus tutores quanto às característica de raça ao escolherem um filhote. Por exemplo, um cão cuja raça foi desenvolvida para pastoreio, como o Border collie, não se adapta bem em apartamentos, pois tem muita vitalidade, e se esta não for gasta diariamente, pode se tornar hiperativo, destrutivo.   Outro exemplo é o Westie – West highland white terrier – um cão pequeno, e aparentemente ótimo para viver em apartamento. Porém é um cão com muita energia, e bastante obstinado, e deve ter bastante disciplina desde novinho para conseguir responder a comandos, quando for necessário. E além disso, os cães westie gostam de ficar perto de pessoas, e não se adaptam bem à solidão, e se isto acontecer pode gerar problemas comportamentais. O Yorkshire terrier costuma ser muito afetuoso, mas se não for bem sociabilizado, pode tornar-se agressivo para outras pessoas e animais, pois como é um terrier, precisa compreender quem é o seu líder. Frequentemente, muitos animais sem raça definida também apresentam alterações comportamentais, e isso é comum naqueles que foram adotados de abrigos, ou de situações de maus tratos. Às vezes as alterações são tão incômodas e profundas que seus tutores acabam achando que não tem o que fazer e isso gera sofrimento para todos.

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Alterações do baço em cães – PARTE I – Esplenomegalia persistente

·        Em passado recente, poucos davam valor às funções do baço. Hoje se sabe que ele é um importante órgão do sistema hematopoiético, com papel de destaque no sistema imunológico e só deve ser retirado em último caso. Ele possui múltiplas funções entre as quais :

  • produção extra-medular de glóbulos vermelhos;
  • armazenamento de células;
  • filtração do sangue;
  • produção de células de defesa;
  • o ferro reciclado das velhas células vermelhas do sangue é armazenado no baço, onde aguarda o transporte para a medula óssea.

                   Exames de imagem, e o mais frequente é a ultrassonografia, mostram aumentos do baço, às vezes persistentes, sem que se conheçam as causas. A congestão do baço pode ocorrer por causas variadas, como a administração de certos medicamentos, como agentes anestésicos ou tranquilizantes, por exemplo. A congestão também pode ocorrer devido ao aumento da pressão arterial secundária à uma hipertensão do sistema porta, em algumas alterações hepáticas, decorrentes de intoxicações, shunts hepáticos, secundariamente à cardiopatias.

                  O baço pode reagir exageradamente a condições específicas, resultando em um processo de doença conhecido como esplenomegalia hiperplásica ou reativa. Um baço pode se tornar reativo quando há estimulação excessiva do sistema imunológico por condições como doenças imunomediadas, infecções bacterianas, doenças transmitidas por carrapatos, entre outras.

                   A esplenomegalia pode ocorrer ainda por torção, o que determina uma emergência cirúrgica. Pode ocorrer devido a um trauma, junto de uma torção gástrica, ou sem uma causa determinante conhecida.

                   Outra causa que determina aumento generalizado ou parcial do baço, são os tumores, que podem ser benignos e malignos, sendo que entre os malignos o mais frequente é o hemangiossarcoma.

Nem sempre haverá necessidade de remoção do baço, e esta só deve ser realizada em último caso. Entre as enfermidades não tumorais mais frequentes estão as doenças transmitidas por carrapatos como a Erlichia sp, Anaplasma sp, Hepatozoon, Babesia sp, Rangelia sp, além da leishmaniose visceral. O cão pode estar ou não sintomático. Pode apresentar anemia, febre, perda de peso diminuição do apetite, mucosas pálidas, dor abdominal. Ou a esplenomegalia pode ser um achado em um exame de imagem de rotina. O tratamento da causa primária em geral determina a normalização esplênica, embora ela seja gradativa e demore algum tempo. E em outros casos, se houver envolvimento de mecanismos autoimunes ela se torne permanente e é necessário monitoramento, junto do quadro clínico e laboratorial.

                   Os hematomas também são causas de aumento do baço em cães, representando mais de 50% dos casos de esplenomegalia. Podem ocorrer por trauma, mas muito mais frequentemente por infartos esplênicos e desordens da coagulação, sobretudo em cães idosos. Em geral  são reabsorvidos após um período de tempo, mas outros crescem exponencialmente e eventualmente se rompem. Um hematoma rompido com origem no baço é uma emergência e, frequentemente, o animal experimenta um episódio de colapso agudo seguido por uma perda significativa de sangue no abdômen (hemoabdomen). Dependendo do tamanho do hematoma, será recomendado a remoção do baço.

                   A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são determinantes para o diagnóstico de esplenomegalia em animais e tem evitado muitas cirurgias exploratórias desnecessárias (chamadas celiotomias ou laparotomias), ou determina a urgência cirúrgica, em outros casos.

                   A esplecnectomia, embora seja uma cirurgia que salva vidas, deve ser indicada com critério, e é importante que o cirurgião tenha certeza que as condições clínicas do paciente sejam favoráveis ao êxito cirúrgico. Não é uma cirurgia fácil, nem tampouco o seu pós operatório. Sempre será necessário obter bolsa de sangue para seu provável uso no trans-operatório, e o repouso do animal após a cirurgia deve ser absoluto por no mínimo 10 dias, tendo rigorosa monitorização para um a boa cicatrização dos pontos externos e sem riscos de infecções secundárias. A doenças de base deverão ser acompanhadas e tratadas.

                 Junto do tratamento clínico ou cirúrgico convencionais, podem ser realizados tratamentos integrativos e complementares, como a homeopatia, fitoterapia (brasileira ou chinesa), de acordo com a enfermidade e seu diagnóstico. Medicamentos homeopáticos como Chionanthus, Ceanothus, Bellis perenis, Euphorbium officinarum podem auxiliar assim como fitoterápicos como tinturas de Tabebuia, Sete Sangrias, Pariparoba, Cordão de frade. Na Homeopatia Antroposófica temos o Viscum album injetável, cada vez mais utilizado para diferentes afecções.

Material consultado:

LONG BEACH ANIMAL HOSPITAL. Spleen Disease. Disponível em: https://lbah.com/feline/spleen-disease/

PET MD. Enlarged Spleen in Dogs. Disponível em: https://www.petmd.com/dog/conditions/cardiovascular/c_multi_splenomegaly

By Leonora Mello

A HOMEOPATIA E OS INCÊNDIOS

Tenho estado muito angustiada, como muitos de nós, pelas notícias da enorme catástrofe na Austrália, com os repetidos incêndios. E antes, com os incêndios que ocorreram no Brasil. A situação em breve com certeza irá melhorar, e chuvas vão apagar o fogo e logo a fauna e flora tentará se recuperar, mas enquanto isso, muitos animais precisarão de auxílio.

            Com certeza a Homeopatia pode ajudar nestes casos, tanto no tratamento das queimaduras, como nas sequelas dos traumas emocionais que aqueles pobres animais têm passado.

            Não venho aqui com prescrições milagrosas, com indicações de doses ou posologia, e sim fazer uma releitura do que deve estar acontecendo, e o que os grandes mestres homeopatas de ontem e de hoje poderiam indicar.

            O Dr. Chandak, homeopata indiano, classifica as queimaduras de acordo com variadas causas: ( continua)

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Doença Inflamatória Intestinal Felina

A DII (doença inflamatória intestinal) em gatos domésticos tem se tornado mais frequente, ou talvez, mais diagnosticada devido ao maior acesso aos meios de diagnóstico por imagem, sobretudo a ultrassonografia.

Podem ocorrer sintomas como diarreia, diminuição do apetite, náusea e vômitos, dores abdominais, e por vezes ocorrem complicações como a pancreatite e a tríade felina (que envolve inflamação em fígado, pâncreas e intestino delgado).

As causas de DII são variadas, pode iniciar pela presença de parasitas intestinais (vermes, Giardia sp, Criptosporidium, etc), corpo estranho não obstrutivo, naqueles gatos que costumam mastigar e engolir plástico e outras coisas não comestíveis, intolerância ou alergia alimentar, alteração na flora intestinal (pelo uso excessivo de antibióticos ou outros medicamentos). Pode se tornar crônica e vai adquirindo um perfil de doença autoimune, daí chamando-se enterite plasmocítica-linfocítica. Alguns autores relatam que casos crônicos sem tratamento, ou que não respondem bem ao tratamento, podem evoluir para linfoma intestinal.

É muito difícil fazer o diagnóstico diferencial de DII e de um quadro mediano de linfoma, que costuma ter um comportamento  de crescimento lento, perda da integridade das camadas internas, visualizado pela ultrassonografia, persistência dos linfonodos mesentéricos, e eventualmente metástases em outros órgãos.

O mais recomendado é iniciar o tratamento tão logo seja diagnosticada a doença inflamatória intestinal, com dieta hipoalergênica, probióticos e outros medicamentos, tentando descobrir as causas. A homeopatia pode auxiliar, e pode-se citar Arsenicum album, Mercurius cor, Podophylum, Gambogia, Iris versicolor, Sulphur, Veratrum, Colibacilinum…Para cada caso, com seus sinais e sintomas, poderá ser feita uma prescrição adequada, que irá aliviar os sintomas ou mesmo curar.

By Leonora Mello