Malassezia: se tornando uma vilã

Diagnóstico:

  • O diagnóstico é realizado através dos sinais clínicos, citologia (imprint, swab ou fita de acetato), cultura fúngica e PCR.

Tratamento:

  • . O tratamento geralmente envolve antifúngicos como cetoconazol, clotrimazol, miconazol, terbinafina, clorexidine (somente tópico) podendo ser necessária terapia tópica ou sistêmica. O médico veterinário saberá indicar a melhor terapêutica e posologia, de acordo com cada caso, podendo associar com outros, se houver contaminação secundária.
  •  Naturalmente é muito importante buscar o desequilíbrio de base, o que causou o crescimento desordenado e o comportamento patogênico da Malassezia naquele paciente, e tratá-lo.

Tratamentos alternativos, incluindo fitoterápicos, também têm mostrado eficácia, como:

  1. Óleo de Melaleuca (Tea Tree Oil): possui propriedades antifúngicas, mas deve ser diluído antes do uso.
  2. Óleo de Coco: tem ação antifúngica e antibacteriana e pode ser aplicado na pele do cão.
  3. Aloe Vera: alivia a irritação causada pela infecção.
  4. Óleo de Neem: possui propriedades antifúngicas e antibacterianas.

No contexto da terapia homeopática, pode ser necessário utilizar medicamentos para fortalecer o sistema imunológico, como Echinacea e Uncaria tomentosa. Além disso, existem medicamentos específicos para tratar coceira e lesões na pele, como Sulphur, Psorinum, Graphites e Mezereum, entre outros. O especialista irá prescrever esses medicamentos com base na semelhança dos sintomas e nas propriedades dos medicamentos.

É crucial consultar um veterinário antes de começar qualquer tratamento, pois ele poderá orientar sobre o melhor caminho a seguir, incluindo a escolha de medicamentos alopáticos e produtos homeopáticos e/ou fitoterápicos.

Prevenção:

  • Manter a higiene das mãos no caso dos humanos, especialmente para os profissionais da saúde que convivem e tratam os pacientes. Assim como em casa, quando o tutor está lidando com o animal, ou tem vários animais, para não se tornar inadvertidamente um carreador do fungo.
  • Assim como a higiene do ambiente, roupinhas, coleiras, escovas, tapetinhos, além de banhos medicamentosos frequentes (água quente, lysoform).
  • No caso dos gatos, sugere-se tosar os de pelos longos, uma vez que não é muito apropriado banhos frequentes como se faz nos cães, embora em alguns casos seja necessário também.
  • Quando tiver mais de um animal na casa, é conveniente observar os ouvidos e pele de todos e tratar todos que apresentarem alguma alteração, mesmo suave, tanto cães como gatos. Se tratar apenas aquele que está mais sintomático, os outros serão hospedeiros e irão causar reinfecções.

Literatura consultada:

DE BRITO,  et al. Malassezia e Malasseziose em cães e gatos. Medvep – Revista Científica de Medicina Veterinária – Pequenos Animais e Animais de Estimação (2018);15(47); 67-72.

MORRIS, D.O. et al.  Malassezia pachydermatis Carriage in Dog Owners. Emerging Infectious Diseases Vol. 11, No. 1, January 2005. Disponível em: www.cdc.gov/eid

SOUZA, C. Malassezia Dermatitis in Dogs and Cats. College of Veterinary Medicine. Disponível em: https://vetmed.illinois.edu/2019/04/16/malassezia-dermatitis-dogs-cats/

By Leonora Mello

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