Novo livro: Revisitando quintais- resgatando os remédios da vovó

Este é um pequeno livro com o estudo sobre o uso popular de ervas medicinais para animais de companhia. Foram estudadas plantas que apresentam muito pouca ou nenhuma possibilidade de efeitos tóxicos, em suas principais ações internas e/ou externas. As doses utilizadas são baseadas nas doses humanas, com as devidas proporções em relação ao peso e tamanho dos animais, e  de estudos realizados a partir de outros autores. Acredito que é necessário um resgate no estudo e utilização de plantas medicinais em medicina veterinária, pela abundância de nossa flora medicinal, pela necessidade econômica de medicamentos mais acessíveis, e para trazer de volta saberes esquecidos da cultura da medicina popular, tão utilizada pelos nossos antepassados, tão rica nos povos indígenas e frequentemente utilizado por nossos antepassados.

Não há de modo algum a intenção de se abolir a terapia alopática convencional, nem muito menos esquecer os modernos métodos terapêuticos e diagnósticos, mas sabe-se que muitos casos de menor gravidade, poderão ser resolvidos de maneira simples e natural.

Você pode ler este livro digital sem aplicativos, no próprio site. Também poderá fazer download do arquivo (formato .ePub) para ler no app ou aparelho de sua preferência.

https://simplissimo.com.br/onsales/revisitando-quintais/

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A Homeopatia e a Saúde Única 2

A resistência aos antimicrobianos (RAM) tornou-se uma ameaça sanitária global crescente, que deve ser abordada com urgência na saúde pública, na produção animal, agrícola e no meio ambiente porque põe em risco o tratamento eficaz de infecções causadas por bactérias, parasitas, vírus e fungos, resultando em enfermidades mais prolongadas e com maior mortalidade. O impacto é maior nas populações mais vulneráveis.

          O que é muito preocupante é a questão destes microorganismos multirresistentes perante a segurança alimentar e o risco quanto a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e com ela, a  segurança alimentar. 

          Desde 2010, existe uma aliança entre  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS) para combater a RAM, trabalhando de forma coordenada para mitigar os riscos na interface saúde pública, animal e ao meio ambiente. Sob este contexto, as três organizações uniram forças para a implementação do projeto “Trabalhando juntos para combater a resistência aos antimicrobianos” sob o enfoque de Uma Saúde que reconhece a multidimensionalidade e a necessidade de uma resposta intersetorial que este problema exige.  

          Também a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem observado que o mundo enfrenta uma crise de enfermidades resistentes a antibióticos, que pode levar à morte milhões de pessoas, sendo as mais afetadas aquelas em pobreza extrema. Em razão disso homeopatas de todo o mundo, representados pela Liga medicatorum se uniram e escreveram uma carta endereçada à OMS afirmando que os profissionais homeopatas (médicos, médicos veterinários, dentistas), têm autoridade para diagnosticar e tratar enfermidades, e que existe uma extensa literatura de investigação científica que demonstra o valor terapêutico da Homeopatia. Eles continuam relatando que a Homeopatia pode ajudar a tratar infecções, sem deixar resíduos ambientais ou levar à resistência microbiana, além de ser um tratamento mais em conta. Desta forma a  Homeopatia poderá contribuir muito auxiliando no tratamento e prevenção de doenças, e assim ajudando a diminuir o atual uso excessivo de antibióticos.

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Homeopatia e a Saúde Única (1)

Sabemos que Saúde Única é um conceito que se refere à uma interconexão entre a saúde humana, a saúde animal, o ambiente, assim como o estudo e a adoção de políticas públicas efetivas para prevenção e controle de enfermidades trabalhando nos níveis local, regional, nacional e global.

          Em 1984, o médico veterinário norte-americano chamado Calvin W. Schwabe (1927-2006), desenvolveu a ideia e a importância da junção entre saúde humana, animal e ambiental. Ele escreveu o livro “Veterinary Medicine and Human Health”, adotando a expressão “One Medicine” e este conceito evoluiu depois e tornou-se globalmente conhecido como “One Health” (Saúde Única).

           A Homeopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma medicina alternativa e complementar na prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde. A Homeopatia foi utilizada no passado para o combate a diversos tipos de epidemias em diferentes momentos. O próprio fundador da homeopatia, Dr. Samuel Hahnemann, em 1799, utilizou a Belladonna no controle de uma epidemia de escarlatina e posteriormente tratou uma epidemia de tifo. Outros exemplos bem-sucedidos ocorreram na epidemia de cólera na Europa (1821-1834) e da gripe espanhola (1918). No Brasil, já foi utilizada na Bahia na epidemia de tifo (1925-1926) e da meningite nos anos de 1970.

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O Vitalismo através do tempo aos dias de hoje e o Princípio Vital de Hahnemann

Ainda hoje há muita dificuldade em se aceitar que há outras formas de tratamento além da Medicina Convencional. Mas desde tempos imemoriais, na Antiga Grécia já existiam questionamentos entre o Materialismo e o Vitalismo, o Empirismo e o Idealismo. Atualmente, cada vez mais há pessoas interessadas em Terapias Integrativas e Complementares, preocupadas com preservação ambiental, com a questão do excesso de resíduos dos medicamentos, assim de seus efeitos colaterais, e ainda, seu custo. Além da Homeopatia, outras terapias vitalistas vêm se destacando, mas foi Hahnemann o grande divulgador, que conseguiu trazer até nós , passados mais de dois séculos, a Homeopatia e suas possibilidades de reequilíbrio, cura e prevenção.

Além disso, a questão vitalista nos faz refletir o que é afinal esta Energia vital, força vital, substância simples, princípio vital, chi que traz equilíbrio e conexão a tudo no Universo. Parte da grande Força Cósmica, quando observamos as curas efetuadas por medicamentos homeopáticos advindos de metais e minerais, como Silicea, Calcarea, Mercurius, Sulphur, Antimonium, Ammonium, Bromium, e tantos outros, substâncias quimicamente inanimadas, aos olhos do mundo tradicional, temos de parar e refletir que esta força, esta energia que a tudo permeia não está somente no interior dos seres vivos, mas onipresente, aguardando ser despertada, o que acontece após as diluições e sucussões da farmacotécnica….. Muita coisa além do nosso cotidiano, nossa rotina, se passa sem que por vezes se perceba. Vamos aprender a meditar mais sobre ânima, da qual somos feitos, o sopro da vida, e sobre esta vitalidade que pode curar…

Somos todos feitos de partículas

Somos todos um, em última instância, compostos dos mesmos prótons, elétrons, nêutrons, e outras tantas ultapartículas, que se mantém em coesão e em constante vibração através de uma Força cósmica, que chamamos “Energia Vital” ou “Força Vital”. O homeopata americano James Tyler Kent chamava de “Substância Simples”.

               Quando compreendemos isso, começamos a entender também os caminhos de manter ou restaurar o equilíbrio destas infinitas conexões energéticas. Alguns pensam em potenciais atômicos bélicos, mas são a Paz e a Cura os verdadeiros caminhos que devemos buscar.

               Os antigos descobriram pela Acupuntura, e séculos depois, pela Alquimia, seguida da Homeopatia, Florais, Radiestesia, Meditação, exercícios respiratórios como nas práticas de Tai Chi Chuan ou Kung Fu….

               A Ciência e a Medicina convencionais andam a passos largos, mas sempre serão interações químicas e energéticas sobre nossas conexões. Não nos esqueçamos que em síntese, somos todos moléculas em funcionamento, enquanto tivermos a Benção de uma Força nos vitalizando.

A subjetividade da dor nos animais – não a subestime

O animal de companhia, por mais confiança que tenha em seus tutores, guarda lembranças ancestrais de autopreservação e uma delas é ser muito reservado quanto à demonstrações de dor.

               Sim, há aqueles que são bem melodramáticos, mancam só de encostar na patinha, gritam e mostram um belo e teatral exagero. Mas na maioria das vezes, eles não manifestam que estão com dor, ou só o fazem quando chega num ponto insuportável.

               Os tutores em geral trabalham fora e precisam se ausentar de casa uma boa parte do tempo, e podem ocorrer acidentes, quedas, batidas, traumatismos, que ao chegarem em casa, eles nada percebem, até que seu cão ou gato começam a desenvolver sintomas.

                Ou outro tipo de adoecimento que vai complicando até que muitos sintomas clínicos começam a aparecer, e há necessidade de se levar ao médico veterinário com urgência.

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Dinamização em Homeopatia

            Todo mundo sabe que medicamentos homeopáticos são uma forma suave e segura de tratamento. Eles são manipulados como substâncias ultra-moleculares, altamente diluídas, sem efeitos colaterais, podendo ser administrados complementando outros tratamentos.

            Eles são prescritos com diferentes dinamizações, e isto faz parte de um fundamento homeopático desenvolvido pelo mentor da Homeopatia, Samuel Hahnemann.

            Por muitos anos, o Dr. Hahnemann aplicou a lei dos semelhantes com substâncias diluídas, mas ainda em doses ponderais, isto é, poderiam ser encontradas moléculas com atividade biológica nas diluições. E embora seu método tenha se mostrado um sucesso, alguns dos medicamentos ainda poderiam apresentar efeitos colaterais, que ele chamava também de secundários, como nas preparações com mercúrio e arsênico.

            Para evitar os sintomas de intoxicação dos medicamentos, Hahnemann começou a diluí-los, e teve a intuição de associar ao preparo das ultra-diluições, vigorosas agitações, obtendo um medicamento homeopático poderoso, atuando não mais pela ação material conhecida, mas através da conexão com a energia vital do indivíduo quando em similitude, e para uma maior compreensão podemos imaginar  como ocorre na sintonização das estações do rádio.

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Alimentação natural x Alimentação funcional

Muito embora algumas pessoas estejam considerando que uma alimentação natural seja mais saudável que ração para seus animais de estimação, são necessárias algumas considerações.

            É importante ter um olhar que considere amplo, e uma compreensão que o organismo de um cão doméstico, ou de um gato doméstico, tem suas peculiaridades, necessidades, restrições, e que em muitos aspectos, diferem muito do sistema digestivo humano. Não se pode pensar em administrar uma dieta caseira aos pets, a partir da alimentação da família humana. Não vai dar certo e a curto ou longo prazo irão aparecer repercussões na saúde dos animais.

            Apenas seguir receitas oferecidas por sites leigos na internet, sem a compreensão das necessidades básicas, do balanceamento, e das características próprias do cão ou do gato, também pode não ser uma escolha favorável.

            Quando se fala em alimentação natural, pode-se pensar em produtos orgânicos, alimentação caseira, alimentos isentos de agrotóxicos, conservantes, antibióticos. Porém, algo muito importante, são as necessidades nutricionais de cada espécie. É comum aparecer em nosso consultório animais que vem sendo alimentados com dietas naturais, mas que não estão saudáveis, e percebemos que há um desbalanceamento proteico, de microelementos, ou aminoácidos e ácidos graxos essenciais.

             Creio que o caminho nutricional mais conveniente é alimentação funcional balanceada. E esta, pode ser a partir de rações super premium, que cada vez estão ficando mais adequadas, ou de alimentação natural, mas dentro da proposta funcional. Existem rações industrializadas que utilizam os alimentos sem corantes, e com conservantes naturais, algumas reações são feitas por enzimas naturais, e o processo de aquecimento e hidrólise , desde que não sejam utilizados produtos sintéticos, são considerados alimentos naturais pela AAFCO ( Association of American Feed Control Officials).

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