Novo livro: Revisitando quintais- resgatando os remédios da vovó

Este é um pequeno livro com o estudo sobre o uso popular de ervas medicinais para animais de companhia. Foram estudadas plantas que apresentam muito pouca ou nenhuma possibilidade de efeitos tóxicos, em suas principais ações internas e/ou externas. As doses utilizadas são baseadas nas doses humanas, com as devidas proporções em relação ao peso e tamanho dos animais, e  de estudos realizados a partir de outros autores. Acredito que é necessário um resgate no estudo e utilização de plantas medicinais em medicina veterinária, pela abundância de nossa flora medicinal, pela necessidade econômica de medicamentos mais acessíveis, e para trazer de volta saberes esquecidos da cultura da medicina popular, tão utilizada pelos nossos antepassados, tão rica nos povos indígenas e frequentemente utilizado por nossos antepassados.

Não há de modo algum a intenção de se abolir a terapia alopática convencional, nem muito menos esquecer os modernos métodos terapêuticos e diagnósticos, mas sabe-se que muitos casos de menor gravidade, poderão ser resolvidos de maneira simples e natural.

Você pode ler este livro digital sem aplicativos, no próprio site. Também poderá fazer download do arquivo (formato .ePub) para ler no app ou aparelho de sua preferência.

https://simplissimo.com.br/onsales/revisitando-quintais/

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Os olhos do seu pet estão ficando turvos ou com cor alterada?

Não espere muito a levá-lo ao médico veterinário, que pode inclusive encaminhá-lo a outro vet oftalmologista, se necessário. Uma vez estabelecida a causa, você pode considerar o uso da homeopatia para ajudá-lo no tratamento, principalmente quando há causas sistêmicas por trás do problema.

            Se os olhos do seu cão ou gato assumem uma aparência turva ou azulada, ou mesmo muda a coloração da íris, mesmo que aparentemente seu estado geral esteja bom, não demore a levar para um exame mais detalhado pelo médico veterinário.

            Algumas doenças podem causar uma névoa azul nos olhos do seu animal de estimação incluem esclerose nuclear, catarata, glaucoma, distrofia da córnea e uveíte anterior. Nos gatos ainda se deve observar toxoplasmose, peritonite infecciosa felina, herpevírus, além dos quadros citados acima

Algumas dessas condições são relativamente benignas, mas outras são muito graves e podem levar à cegueira total. É importante que qualquer alteração na aparência dos olhos do seu pet seja verificada pelo seu veterinário ou oftalmologista veterinário.

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Terapia a laser em cães e gatos

Foi o gênio chamado Albert Einstein quem postulou uma teoria em que um átomo quando estimulado poderia liberar fótons e assim nasceu o termo LASER- Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Isto é, amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. Quem começou de fato a aplicar a terapia laser foi o D. Endre Mester, na Hungria, em 1965, em experimentos com camundongos.

       A terapia foi evoluindo, com a utilização de “Lower Intensity Laser Therapy”, isto é, utilização de laser de baixa intensidade. Em 2014, os estudiosos que aplicavam esta terapia começaram a chamá-la de terapia por Fotobiomodulação.

         Os lasers utilizados atualmente no tratamento do controle da dor e lesões articulares, musculares, dermatológicas, humano e veterinário, são das classes IIIb, e às vezes, da classe IV.

         Os lasers com ação fotoquímica na interação com células variam de laser azul ao infravermelho. O espectro mais utilizado em fisiatria veterinária é de 600 a 980 nm. O comprimento de onda influencia na profundidade da penetração da luz.

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Síndrome da Hiperestesia em Felinos

A Síndrome de Hiperestesia Felina é uma desordem pouco compreendida, e que apresenta uma variedade de sintomas.

A SHF ( Síndrome de Hiperestesia Felina) hoje é entendidacomo uma síndrome neurocomportamental multifatorial, envolvendo: dor neuropática, disfunção do eixo corticolímbido, componente comportamental ( ansiedade/frustração), possíveis fenótipos epilépticos em subgrupos. Assim, a abordagem deve ser multimodal individualizada, com uso de fármacos, quando necessário e mudanças de ambiente, manejo e mesmo alimentação.

               Ela começou a ser estudada em 1980, e sua sintomatologia mais consistente consta de perseguir a cauda, lamber ou coçar compulsivamente a região lombar, flancos, região anal, além de espasmos e ondulações na pele e músculos da região dorsolombar, que podem ser espontâneos ou iniciar pelo carinho ou simples toque.

               Outros sinais clínicos são excessiva vocalização sem causa, episódios de louca correria, pulos inusitados, comportamento como se tivesse tendo alucinações, ou semelhante ao cio.

               As causas têm sido atribuídas à alergias dermatológicas associadas à um transtorno obsessivo-compulsivo, ou ainda condições neurológicas como epilepsia atípica, doenças articulares intervertebrais, ou mesmo mielite. Casos severos levam à sérias mutilações.

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Ciência e Sinergia: Acupuntura, Homeopatia e a Nova Era da Neuromodulação – Parte I

1. Introdução: A Ponte entre Tradição e Ciência Moderna

A transição das terapias integrativas de um domínio puramente empírico para uma disciplina fundamentada no rigor científico representa um dos marcos mais significativos da medicina contemporânea. A terminologia metafórica da Medicina Tradicional Chinesa, como o conceito de “Qi” (energia vital), é hoje traduzida com precisão por meio de princípios biomédicos, moleculares e fisiológicos. Conforme preconizado por instituições como a Chi University e a Aalborg University, o que historicamente era descrito como “bloqueio de energia” é atualmente compreendido como uma disfunção nervosa, microvascular ou uma alteração na homeostase do microambiente tecidual. O objetivo deste artigo é explorar os mecanismos de neuromodulação e neuroplasticidade que sustentam essas práticas, validando a sinergia multimodal sob a ótica da neurociência clínica.

2. Neuromodulação: A Ciência por trás da Agulha

A base fundamental da eficácia clínica da acupuntura reside no conceito de neuromodulação. Conforme definido pela Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias (SPCV), a neuromodulação consiste na influência exercida sobre a atividade nervosa através de estímulos em locais neurológicos específicos. A inserção da agulha ativa ergorreceptores e mecanorreceptores, desencadeando respostas complexas que interligam eventos de transmissão periférica ao processamento central.

A resposta terapêutica é articulada em quatro níveis de modulação:

  • Local (periférico)
  • Segmentar (medula espinhal)
  • Hetero-segmentar (outros níveis medulares)
  • Central ou Supra-segmentar (centros cerebrais)

3. O Caminho da Dor e a Teoria do Portão

A compreensão da acupuntura exige o domínio da fisiologia da nocicepção, processada em quatro etapas críticas: transdução, transmissão, modulação e percepção. A eficácia da técnica depende da ativação seletiva de fibras nervosas para inibir sinais nocivos.

Classificação (Erlanger e Gasser)Tipo de SinalBainha de MielinaDiâmetro (µm)Velocidade (m/s)Recetores Associados
A-Alfa (Ia/Ib)Propriocepção / VibraçãoSim13–2080–120Fusos musculares e Órgãos Tendinosos de Golgi
A-Beta (II)Toque / Pressão / Tato finoSim6–1235–90Mecanorrecetores cutâneos
A-Delta (III)Dor Aguda / Térmica (Frio)Sim1–55–40Mecanorrecetores e nocicetores cutâneos
C (IV)Dor Crônica / QueimaçãoNão0.2–1.50.5–2Nocicetores polimodais

A Teoria do Portão da Dor (Melzack e Wall) postula que o estímulo de fibras de grosso calibre e rápida condução (A-Beta) “fecha o portão” para os sinais de dor conduzidos pelas fibras C na substância gelatinosa do corno dorsal da medula espinhal, impedindo que a percepção dolorosa alcance os centros superiores.

4. Neuroplasticidade e Resposta Molecular Cerebral

Dados da Aalborg University, publicados na revista Neural Plasticity, demonstram que a acupuntura induz mudanças estruturais e funcionais no Sistema Nervoso Central (SNC). A estimulação periférica atua como um potente modulador da plasticidade neural, essencial no manejo de doenças como Alzheimer e AVC isquêmico.

Os processos de neuroplasticidade ativados incluem a remodelagem dendrítica, renovação de sinapses, potenciação de longa duração (LTP) e neurogênese. No nível molecular, a eletroacupuntura (EA) inibe a apoptose neuronal e a ativação astrocitária aberrante através de vias de sinalização específicas:

  • Via cAMP/PKA/CREB: A EA regula esta via no hipocampo, mitigando comportamentos depressivos e aliviando a memória da dor.
  • Neurotrofina-3 (NT-3): A estimulação promove a recuperação funcional após lesões medulares ao aumentar a expressão de NT-3.
  • miR-134 e LIMK1: A modulação da função do LIMK1 mediada pelo miR-134 está envolvida na plasticidade sináptica hipocampal induzida pela EA.

Além disso, a ativação da Matriz da Dor (Pain Matrix) resulta na liberação endógena de beta-endorfinas, serotonina e dopamina, revertendo estados de hiperexcitabilidade cortical e combatendo a catastrofização da dor.

5. Acupontos como Unidades Neurais (NAUs)

Os pontos de acupuntura são biologicamente definidos como Unidades Neurais de Acupuntura (NAUs). Anatomopatologicamente, consistem em feixes neurovasculares ricos em terminações nervosas livres, linfáticos, arteríolas e mastócitos, apresentando menor impedância elétrica que o tecido circundante.

A classificação das NAUs em quatro tipos principais revela a precisão neuroanatômica da técnica:

  1. Tipo I: Pontos motores, onde os nervos penetram no ventre muscular (representam 67% de todos os pontos);
  2. Tipo II: Nervos superficiais, localizados na linha média sagital;
  3. Tipo III: Plexos nervosos ou feixes de nervos superficiais;
  4. Tipo IV: Junções musculotendinosas, onde se concentram os órgãos tendinosos de Golgi.

6. Medicina Integrativa: A Sinergia Autonômica

A medicina baseada em evidências utiliza a sinergia multimodal para restaurar a homeostase fisiológica. A integração entre acupuntura e outras terapias, como a homeopatia, fundamenta-se na modulação do microambiente tecidual e do Sistema Nervoso Autônomo (SNA).

O elo científico entre estrutura e função autonômica é exemplificado pela relação entre os pontos Back Shu (inervados por ramos dorsais dos nervos espinhais) e Front Mu (inervados por ramos ventrais). Esta conexão permite que a estimulação somática influencie diretamente a função visceral através de interneurônios no viscerótomo correspondente. Pontos como o ST-36 exercem efeito parassimpaticomimético via Núcleo do Trato Solitário (NTS), enquanto o ST-25 apresenta ação simpaticomimética, demonstrando a capacidade da medicina integrativa em reequilibrar o SNA e regular reflexos somato-viscerais complexos.

7. Eficácia Clínica na Medicina Veterinária

A validação institucional da acupuntura é consolidada pelas diretrizes do World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) Global Pain Council, que a classifica como uma modalidade não farmacológica eficaz.

  • Felinos: Estudo retrospectivo com 98 gatos demonstrou eficácia superior no manejo da dor crônica e reabilitação, elevando significativamente a qualidade de vida.
  • Caninos – Displasia Coxofemoral: Pesquisas comparativas entre eletroacupuntura e laser demonstraram que a EA oferece resultados estatisticamente superiores no conforto analgésico.
  • Caninos – Doença do Disco Intervertebral (IVDD): Em cães paraplégicos, a EA acelerou a recuperação motora de forma mais eficaz que o tratamento isolado com prednisona ou cirurgia descompressiva.

A natureza neurobiológica desta analgesia é comprovada pelo uso da Naloxona, um antagonista opioide que reverte os efeitos analgésicos da acupuntura, confirmando o envolvimento direto do sistema opioide endógeno.

FIM DA PRIMEIRA PARTE

Esporotricose e Homeopatia

A Esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do complexo Sporothrix, especialmente Sporothrix braziliensis ( mais virulento). Trata-se de uma zoonose de grande relevância com transmissão através de mordidas, arranhões e secreções de gatos. O microorganismo se aloja na terra, em espinhos de plantas e tronco de árvores velhas, e é assim que os gatos de vida livre se  infectam, e depois se tornam reservatórios da doença. Humano e cães também podem se infectar.

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Gatinho com esporotricose, antes e após 3 semanas de tratamento           

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A enfermidade da mente e do corpo

Eu estava lendo um livro de um antigo homeopata indiano chamado Dr. Ghatak, seguidor do Dr. Samuel Hahnemann, idealizador da Homeopatia. Este livro, chamado “Enfermidades crônicas, sua causa e cura” foi escrito em 1937, e aborda a origem, desenvolvimento e tratamento das doenças crônicas, dentro da visão da Homeopatia, cuja linha de pensamento aponta que o adoecimento começa na mente, em sentimentos e pensamentos equivocados, que em seguida somatizam e se transformam em enfermidades “reais”.
Vou transcrever em parte um capítulo deste livro, pois embora tendo sido escrito na 1ª parte do século passado, se mostra atualizado e alinhado com o que está acontecendo com a saúde mental e física das pessoas, e também dos animais, e assim, trata-se de um bom material de reflexão para o dia de hoje.
Ele relata que os cuidados médicos apontam para as enfermidades “visíveis”, aquelas que expressam sintomas físicos e somente assim, dentro da visão convencional de medicina é possível compreender o quadro e prescrever os medicamentos. E ele continua:
“São os transtornos do corpo, os que realmente são chamados de enfermidade. E é para sua remoção somente que se requer a assistência médica. A enfermidade mental não é considerada de importância e não tem muitas consequências, desde que não assumam dimensão que chame atenção ou tornem a pessoa incapacitada para as suas tarefas habituais. Em outras palavras, as enfermidades mentais só são reconhecidas como enfermidades, quando a pessoa é considerada insana e não consegue realizar suas tarefas diárias. Somente neste momento se procura algum tratamento, e o paciente consegue ter algum diagnóstico.

Mas, se nos fixamos mais profundamente no tema, e observamos a condição mental daqueles que nos rodeiam, dificilmente iremos encontrar alguém com a mente totalmente sã, um entre milhares de indivíduos. E assim os problemas mentais vão passado despercebidos…”

continua…

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Artrite e artrose em cães: alguns resultados de metanálise e possibilidades terapêuticas com a Homeopatia

Artrite se refere à inflamação de uma ou mais articulações, e a artrose é uma doença articular degenerativa. Na artrite crônica, nos animais idosos, ou naqueles que tiveram lesões articulares graves, o revestimento da cartilagem na extremidade do osso vai se deteriorando e o fluido ao redor fica mais escasso. O atrito constante das articulações sem a lubrificação normal, acaba causando inflamação, dor e rigidez onde os ossos se atritam. O osso pode se desgastar, desenvolver esporões ósseos ou até mesmo lascar conforme a osteoartrite progride.

O fluido que reveste as articulações é chamado de líquido sinovial. A composição do líquido sinovial é a mesma do plasma sanguíneo, acrescida de algumas proteínas de alto peso molecular (fibrinogênio e globulinas) e mucopolissacarídeos, que são produzidos pelos sinoviócitos. O principal mucopolissacarídeo é o ácido hialurônico, responsável pela viscosidade natural do líquido sinovial. Outro mucopolissacarídeo é a mucina, responsável pela não-coagulação do líquido sinovial.

Embora a osteoartrite possa ter múltiplas causas, ela normalmente se desenvolve secundariamente a um distúrbio musculoesquelético, como displasia do quadril, doença do ligamento cruzado cranial (CCLD), displasia do cotovelo, osteocondrose ou luxação da patela (luxação da rótula). A degeneração das articulações também pode ser causada por trauma ou infecção. Outros fatores contribuintes incluem genética, maior peso corporal, idade, sexo, castração, exercícios e dieta.

Na ausência de um tratamento 100% curativo, os médicos veterinários tentam controlar os sintomas de dor. Assim, os objetivos terapêuticos se concentram na redução da dor articular e na melhoria da função motora para aumentar a qualidade de vida dos animais afetados. Os medicamentos mais recomendados são os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) devido à sua eficácia. No entanto, a adesão a esse tratamento é difícil devido à administração repetida que pode levar a efeitos colaterais como irritação gastrointestinal, nefrotoxicidade, hepatotoxicidade.

Continua….

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Observações sobre a doença transmitida aos gatos pela lagartixa

O Platynosomum fastosum (também conhecido como Platynosomum concinnum) é um verme, um  trematódeo hepático específico de felinos que se aloja nos ductos biliares hepáticos e na vesícula biliar. É comumente encontrado em regiões tropicais e subtropicais do mundo, como sul dos EUA e América do Sul. As tênias Platynosomum utilizam moluscos ou isópodes terrestres como hospedeiros intermediários, lagartos e lagartixas como hospedeiros paratênicos (ou de transporte:é o hospedeiro intermediário no qual o parasito não sofre desenvolvimento ou reprodução, mas permanece viável até atingir novo hospedeiro definitivo), e os gatos são os hospedeiros definitivos. Uma vez que um gato ingere um hospedeiro com metacercárias, as formas infectantes da tênia, migram para o seu ducto biliar comum e para a vesícula biliar, onde se desenvolvem em tênias adultas em 8 a 12 semanas.

Os ovos embrionados são eliminados na bile para o sistema digestivo e podem ser detectados nas fezes em até 8 semanas após a infecção. Gatos infectados podem ser assintomáticos ou podem adoecer, apresentando diarreia, vômitos, anorexia, icterícia e até óbito.

Achados ultrassonográficos em gatos infectados por espécies de Platynosomum descrevem hepatomegalia, ductos biliares tortuosos, paredes ecogênicas da vesícula biliar e distensão acentuada da vesícula biliar.

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Malassezia: se tornando uma vilã

  • A Malassezia pachydermatis é uma levedura que se aloja na pele dos cães, e eventualmente gatos, principalmente naqueles com problemas alérgicos de pele.
  • Em cães e gatos saudáveis, essa levedura é encontrada em pequenas quantidades, mas pode se multiplicar em casos de alergias cutâneas.

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  • Esta é outra variedade de Malassezia que é comum na pele humana e pode causar infecções em pessoas com sistema imunológico comprometido.
  • É uma das principais causadoras de infecções fúngicas em humanos, principalmente em bebês prematuros.

Transmissão para Humanos:

  • A transferência da Malassezia pachydermatis de animais domésticos para pessoas, especialmente para profissionais da saúde que têm cães, já foi documentada, embora rara, acometendo aqueles com imunidade baixa.

Sintomas:

  • Os sintomas de infecção por Malassezia nos animais incluem coceira, vermelhidão e descamação da pele. Nos ouvidos, provoca uma otite pruriginosa, com produção de cerúmen escuro, com aspecto característico de borra de café e com mau cheiro.
  • O crescimento excessivo da levedura pode ser causado por fatores como alergias, infecções parasitárias, diabetes, uso prolongado de medicamentos e deficiência de zinco. Nesses casos, pode proliferar e se tornar patogênica, causando problemas de pele em várias partes do corpo dos cães, como ouvidos, reto e virilha.
  • Embora em geral os gatos sejam acometidos apenas nos ouvidos, alguns manifestam sintomas sistêmicos, isto devido à disbiose cutânea, que pode ser secundária a neoplasias, estados alérgicos crônicos, endocrinopatias.

continua na próxima página…

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