Alimentação natural x Alimentação funcional

Muito embora algumas pessoas estejam considerando que uma alimentação natural seja mais saudável que ração para seus animais de estimação, são necessárias algumas considerações.

            É importante ter um olhar que considere amplo, e uma compreensão que o organismo de um cão doméstico, ou de um gato doméstico, tem suas peculiaridades, necessidades, restrições, e que em muitos aspectos, diferem muito do sistema digestivo humano. Não se pode pensar em administrar uma dieta caseira aos pets, a partir da alimentação da família humana. Não vai dar certo e a curto ou longo prazo irão aparecer repercussões na saúde dos animais.

            Apenas seguir receitas oferecidas por sites leigos na internet, sem a compreensão das necessidades básicas, do balanceamento, e das características próprias do cão ou do gato, também pode não ser uma escolha favorável.

            Quando se fala em alimentação natural, pode-se pensar em produtos orgânicos, alimentação caseira, alimentos isentos de agrotóxicos, conservantes, antibióticos. Porém, algo muito importante, são as necessidades nutricionais de cada espécie. É comum aparecer em nosso consultório animais que vem sendo alimentados com dietas naturais, mas que não estão saudáveis, e percebemos que há um desbalanceamento proteico, de microelementos, ou aminoácidos e ácidos graxos essenciais.

             Creio que o caminho nutricional mais conveniente é alimentação funcional balanceada. E esta, pode ser a partir de rações super premium, que cada vez estão ficando mais adequadas, ou de alimentação natural, mas dentro da proposta funcional. Existem rações industrializadas que utilizam os alimentos sem corantes, e com conservantes naturais, algumas reações são feitas por enzimas naturais, e o processo de aquecimento e hidrólise , desde que não sejam utilizados produtos sintéticos, são considerados alimentos naturais pela AAFCO ( Association of American Feed Control Officials).

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Homeopatia Veterinária e as doenças incuráveis

Quando estamos diante de um diagnóstico de doença incurável, logo associamos à morte, mas não precisa ser assim. Em relação aos animais de produção não há muito o que fazer pois sua importância está ainda ligada à economia. Em relação aos animais silvestres e selvagens, só haverá alguma chance se eles estiverem sob a guarda e responsabilidade de alguém, não há como um animal doente e precisando de cuidados constantes sobreviver sozinho na natureza.

               Em relação aos animais de companhia, atualmente a Clínica e Cirurgia Veterinária, os exames laboratoriais e de imagem, as opções terapêuticas, estão emparelhando com os da Medicina Humana, mas mesmo assim, é claro, chega um momento que os recursos já não adiantam.

               Para agregar qualidade ao tratamento e sobrevida, temos a Homeopatia, que ajuda e muito a manter o paciente em condições dignas, naturalmente junto com outros recursos, nutricionais e terapêuticos.

               Comprovadamente a Homeopatia auxilia no controle da dor, de infecções, melhora a imunidade, e no caso de doenças crônicas e incuráveis como o câncer, cardiopatias, doença renal crônica, artrites, doenças degenerativas e autoimunes, endocrinopatias, doenças metabólicas, doenças inflamatórias pulmonares ou intestinais, Síndrome da Disfunção Cognitiva do animal idoso, infecções de repetição, doenças somáticas, desequilíbrios emocionais e comportamentais…

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Homeopatia e a Medicina Veterinária

Com o crescimento das Terapias Integrativas e Complementares, aos poucos vem aumentando a aceitação dos responsáveis/tutores pelos animais de companhia em utilizá-las. Porém, são tantas, que umas se entremeiam às outras e se confundem. Por exemplo, muitos ainda acham que a utilização de fitoterápicos, florais e produtos ortomoleculares fazem parte da terapia homeopática. E não é bem assim…. venho então neste breve texto explicar um pouco sobre Homeopatia Veterinária.

            Como Médica Veterinária, posso fazer uso da Homeopatia, uma vez que cursei a pós-graduação, ou se achar necessário, da Acupuntura, da Auriculoterapia, da Moxabustão, do laser ultra-vermelho, ou o apenas a radiação de luz vermelha, cujos estudos completei também com após outra especialização…. Uso se necessário estes recursos, assim como a aplicação de outros cursos que fui fazendo ao longo da vida, como florais, tinturas, chás, extratos, fórmulas ortomoleculares, e mesmo radiestesia, embora, esta última prática eu deixe para meus estudos em casa sobre algum caso em particular, assim como tento desenvolver meus estudos de Reiki e outros caminhos quânticos que aparecerem.

            É importante citar, que para se ter proficiência nas práticas integrativas, é necessária uma base muito sólida em clínica médica geral, e estar sempre fazendo atualizações sobre a Medicina convencional, os exames a serem solicitados, nas novidades diagnósticas, nas doenças emergentes. E aí sim, aplicar o conhecimento de uma forma diferenciada, mas lúcida e com bom senso. E muitas vezes, as terapias integrativas trabalham como coadjuvantes da terapia convencional alopática, e também dá certo! Minimizando efeitos colaterais, permitindo diminuição de doses, ajudando nos cuidados paliativos… Com conhecimento, consciência e muito estudo, muita coisa é possível de se fazer!

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Efeito imunomodulador das beta-glucanas em animais de companhia

Beta-glucanas representam um dos principais componentes estruturais da parede celular de fungos, leveduras e cereais, assim como algumas bactérias e algas. Em cereais, particularmente, as beta-glucanas são encontradas principalmente na cevada, aveia e no trigo. Estas estruturas são classificadas como polissacarídeos complexos, e fibras solúveis.

            Foi observado, através de estudos em humanos e nos animais, a capacidade da beta-glucana de influenciar os processos fisiológicos e metabólicos do corpo tais como estimulação da saciedade, redução das concentrações sorológicas de glicose e colesterol e redução do peso corporal. Esses efeitos podem contribuir significativamente para a prevenção e tratamento de doenças, como a obesidade. Por exemplo, vem sendo estudado o uso de beta-glucana da aveia como suplemento em cães, mas ainda precisam ser desenvolvidos novos estudos.  

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Nutrigenômica em cães e gatos. O que é isso? PARTE II

Vimos no texto anterior que os macronutrientes e micronutrientes não afetam todos os indivíduos da mesma forma porque a dieta na verdade se comporta como um importante fator ambiental que interage com os gens. Assim hoje estão se desenvolvendo as ciências da nutrigenômica e nutrigenética, que levam em conta processos dietéticos e terapêuticos para ajudar no controle da obesidade, artroses, doenças cardiovasculares, endocrinopatias, e mesmo o câncer.

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Nutrigenômica em cães e gatos. O que é isso?

Em 2004, o National Institute of Health (NIH), nos Estados Unidos, concluiu o mapeamento do genoma canino, num projeto chamado “NHGRI Dog Genome Project”e o projeto de mapeamento do genoma felino está em andamento. Esse mapeamento, em conjunto com o conhecimento de que a progressão de um estado saudável para um estado de doença pode ser acompanhada por uma mudança na expressão dos gens, é uma ciência emergente na medicina veterinária.

            A nutrigenômica analisa a interação de nutrientes e alimentos com os genes. Ela estuda a nível molecular, como os nutrientes comuns na dieta podem influenciar a expressão genética de um cão ou um gato. Entendo-se melhor as vias metabólicas, pretende-se otimizar a saúde geral destes animais.

            Devido ao aumento da longevidade nos últimos anos, cães e gatos vêm sendo usados ​​como modelos animais para as mesmas doenças genéticas e nutricionais que os humanos sofrem. Os cães, em particular, são modelos animais para condições como artrite, vários tipos de câncer, doenças cardíacas e doenças metabólicas crônicas, incluindo obesidade e diabetes. Como há um componente genético para essas doenças, a nutrigenômica em Medicina Veterinária nasceu e está se desenvolvendo com o foco de minimizar a expressão destes gens que potencializam o aparecimento de doenças.

            Por exemplo, os cães estão se tornando mais obesos pelas mesmas razões que os humanos – uma potencial predisposição genética combinada com a redução de exercícios diários e aumento do consumo calórico. Portanto, faz sentido que doenças com componentes genéticos e nutricionais pode começar a ser abordado por meio da nutrigenômica e que os animais de companhia podem servir como o modelo nutrigenômico para a obesidade em humanos.

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O excessivo uso de antibióticos e a urgência de um plano para seu consumo racional Bom senso- Expertise- Alternativas

Com a descoberta e desenvolvimento dos antibióticos, com certeza muitas vidas foram salvas, de infecções simples às mais complexas. Porém, ao longo das décadas que se seguiram à descoberta dos antibióticos, observou-se que o uso de antibióticos na medicina humana, medicina veterinária e agricultura está relacionado à contaminação do meio ambiente, das águas superficiais, subterrâneas, água potável, esgoto municipal, solo, vegetais, em toda parte.   Em decorrência do uso abusivo, nem sempre necessário, vem ocorrendo a resistência dos microorganismos, aumentando a duração da doença, a morbidade e a mortalidade.

            É necessário o uso racional dos antibióticos. Doenças virais não respondem aos antibióticos, a não ser que existam infecções bacterianas secundárias envolvidas, e assim, na maioria das viroses não haveria necessidade de sua prescrição. Se as cirurgias veterinárias forem realizadas com a melhor assepsia possível, não será necessário o tradicional tratamento preventivo antibiótico pré-operatório, sendo necessário um mínimo de doses no pós-operatório. E quadros inflamatórios leves, podem ser tratados precocemente com terapias integrativas como homeopatia e fitoterapia, desde que não complicados. A demora na introdução de um protocolo terapêutico porém, pode acabar levando à necessidade da administração de antibióticos por via sistêmica. Ou a administração incorreta, com baixa dosagem, ou posologia inadequada, ou antibióticos com a validade vencida, manipulação indevida, tudo isso pode ser uma demanda contra a cura de uma infecção.

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