A Síndrome do Estress Pós–traumático Secundário em Médicos Veterinários

Sabe-se que a incidência de problemas psicológicos em Médicos Veterinários, e mesmo a taxa de suicídio é mais elevada do que em relação ao resto da população, não só no Brasil, como em vários países, como na Inglaterra, por exemplo.

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento fisico e mental intenso. O desejo de sempre fazer o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer termina quando esse desempenho não é reconhecido, ou se tem a ilusão que não está sendo reconhecido. Na verdade é uma concepção incorreta, onde a meta não é cumprir bem seu trabalho, mas uma certa obsessão por ser “visto”. Na área de saúde, é comum, o profissional dar tudo de si, ultrapassando seus limites, fazendo muitas e muitas horas extras, e no fim ou não ser reconhecido, ou ainda criticado, ou o pior, o paciente , além de todos os melhores esforços, não resiste e morre.

Bastante recorrente em nossa profissão, outro distúrbio muito próximo à Sindrome de Burnout, também chamada de “Estress Pós-Traumático Secundário”, ou “Fadiga pela Compaixão”, é um fantasma que deve ser reconhecido e combatido, antes que comece a prejudicar a performance e toda a vida do profissional. Continue Reading →

MAIS SOBRE FEBRE AMARELA E OS MACACOS

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O vírus da febre amarela é transmitido ao homem através da picada de fêmeas de mosquitos infectadas. Esses mosquitos são chamados de Haemagogus e Sabethes, vivem em área de mata, principalmente nas copas das árvores. O mosquito Aedes aegypti se adaptou ao vírus e é o principal transmissor nas cidades.

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico

Agora, atenção: Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Logo, a vacinação em caso de incidências isoladas da doença, como estamos vivendo no momento, é essencial para afastar o perigo de surto epidêmico da mesma.

Os macacos vivem nas florestas, e ali devem ficar. Eles são muito vulneráveis à febre amarela, e é o homem infectado em novos surtos que pode levar a doença a eles, uma vez que estava controlada. Eles não podem ser vacinados pois são considerados animais sentinelas, isto é, sinalizam onde há a doença. Matar macacos não vai ajudar em nada em caso de surto, pois é o homem que estará veiculando o vírus.

PORTANTO, POR FAVOR, NÃO FAÇAM NADA CONTRA OS MACACOS, ELES SÃO VÍTIMAS, NÃO OS ALGOZES DA FEBRE AMARELA. VAMOS COMBATER O MOSQUITO E NOS VACINAR !!!!!

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