A subjetividade da dor nos animais – não a subestime

Para se evitar que tais coisas ocorram, é importante se fazer visitas frequentes ao médico veterinário. Visitas estas anuais, quando jovens, aproveitando o momento das vacinas para um check up geral, com exames de sangue e ultrassonografia. Depois de 6 anos, as visitas devem ser semestrais, onde se tem atenção para a necessidade de remoção dos tártaros, além de check ups para detectar/prevenir/tratar  doenças crônicas, como  acometimento do aparelhos urinário ( infecções, cálculos, insuficiência de filtração glomerular), cardiopulmonar  (cardiopatias, bronquites, pneumonia), problemas hormonais (hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo), entre muitas e muitas outras enfermidades que podem ser evitadas ou tratadas por muito tempo trazendo estabilidade. E a medida que o animal vai envelhecendo, é importante diminuir o período entre estas consultas.

               Não espere que o seu animal vocalize para você detectar que ele tem dor. Quando o animal está com dor, em geral há uma queda na atividade física, apetite, ele tende a se isolar, modificação de humor, resistência a caminhar, a pular, podendo aumentar a agressividade, ou mesmo atacar sem nunca ter feito isso antes, mas ele não vai ficar chorando na maioria dos casos. Também ocorre aumento da ansiedade, respiração acelerada, ou se coçar ou morder próximo ao local com dor. É preciso conhecer o seu animal de estimação, para reconhecer as modificações, se são passageiras, se têm motivo aparente, ou se é necessário maior investigação. Não se deve achar que as mudanças são normais, ou ignorar mudanças de comportamento. E sobretudo, não tentar medicar por conta própria. Muitas substâncias são tóxicas para os animais, e outras podem fazer bastante mal, dependendo da dose administrada. Observando que algo está fora da normalidade, deve-se levar ao médico veterinário para ser examinado.

               A dor crônica, de artrites e artroses, ou dor oncológica, ou outro tipo de dor crônica deve ser controlada ao máximo, mas também é importante o bom senso, quando o animal, sobretudo se for um felino, não suportar mais medicamentos analgésicos como os opióides, ou antinflamatórios como os AINES. Estas substâncias são importantes, mas a longo prazo trazem efeitos colaterais. Fazer os exames necessários para o diagnóstico e pensar em tratamentos alternativos como a acupuntura, moxa, laserterapia, auriculoterapia, homeopatia, fitoterapia, reiki, realizados por médicos veterinários especializados, podem  ser boas alternativas para controle da dor.

By Leonora Mello

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