Aromaterapia para Pets

Vem crescendo o interesse na utilização de óleos essenciais, nos difusores das casas, em uso local e até por via oral. Como se trata de uma Prática Integrativa e Natural, talvez as pessoas não dimensionem que pode haver muitos efeitos deletérios de sua aplicação errada.

Os óleos essenciais são ricos e, componentes químicos altamente concentrados. Para se ter ideia, para se conseguir cerca e 100 gramas de óleo de Rosas, são necessários 600 quilos de pétalas!!!

Em Medicina Veterinária também vem crescendo o interesse pelo uso de óleos essenciais, mas é importante lembrar que NUNCA podem ser ingeridos pelos pets, nem aplicados diretamente sobre a pele. Para ingerir, são muito tóxicos, e sua aplicação pura na pele e pelos, e havendo contato com o sol, pode desencadear reação de fotossensibilização extensas, e difícil cicatrização, além de serem absorvidos pela corrente sanguínea.

Existem óleos carreadores, em geral óleo de girassol e óleo de coco, que são utilizados para diluir os óleos essenciais antes de serem utilizados para cães, e mesmo assim, para serem novamente diluídos em shampoos e creme rinse, por exemplo, ou aplicando pequena quantidade na coleira, na sua roupinha de sair ou de cama. Ou misturados ( já com o carreador) em água em borrifadores para aplicação no ambiente. O uso de óleos essenciais em gatos deve ser muito cauteloso, pois são muito sensíveis a intoxicações.

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Alguns aminoácidos e oligoelementos importantes em Medicina Veterinária

As doenças crônicas ou infecciosas, cansaço, estress, alimentação incorreta, acomodações indevidas, situações como confrontos, disputas de território, podem gerar nos animais de companhia grande liberação de radicais livres, consumindo elementos importantes para a manutenção de seu equilíbrio físico, emocional e imunitário.

            Por sua vez, alterações no sistema imunológico estão relacionadas a aumento de risco para o desenvolvimento de infecções que, por sua vez, produzem mudanças fisiológicas que pioram o estado nutricional

O sistema imune possui componentes específicos que sofrem influências de nutrientes. Hoje se sabem por exemplo, que o intestino delgado tem um papel muito importante na imunidade inata do animal, tendo uma grande quantidade de tecido linfóide, que atua como uma verdadeira barreira física contra patógenos, evitando que eles cheguem até o resto do organismo e circulação sistêmica. 

Sabe-se que alguns elementos nutracêuticos como a glutamina, arginina, nucleotídeos, ácidos graxos e fibra dietética são muito importantes para o bom funcionamento tanto das células epiteliais intestinais, como deste extenso tecido linfóide.  A deficiência da ingestão ou absorção destas substâncias certamente irá comprometer a curto ou médio prazo a saúde.

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POTENCIAÇÃO EM HOMEOPATIA

Por muitos anos, Hahnemann, o fundador da Homeopatia, utilizava a Lei dos Semelhantes, mas com substâncias em doses ponderais, isto é, sem diluir, ou com pouca diluição, e algumas delas eram bastante perigosas e com muitos efeitos colaterais. Por exemplo, as preparações de mercúrio foram reconhecidas durante séculos como um tratamento bem-sucedido para a sífilis. Infelizmente, os doentes corriam o risco de serem envenenados pelo tratamento.

Hahnemann já havia mostrado que o mercúrio era eficaz porque curava pela Lei dos Semelhantes ou “igual trata igual”; produziria sintomas semelhantes aos da sífilis se administrado a pessoas saudáveis. Não querendo que seus pacientes sofressem os efeitos envenenadores do mercúrio ou de qualquer outra substância tóxica, Hahnemann começou a diluir seus remédios. Ele descobriu que, embora pudesse acabar com os efeitos colaterais tóxicos de seus remédios, também perdia seus benefícios de cura.

Porém, Hahnemann descobriu que um remédio preparado por uma série de diluições intercaladas com vigorosas agitações, resultava em um medicamento poderoso e seguro. Há muitas histórias a respeito de como ele descobriu isso. Alguns contam que ele observou o despertar do poder medicamentoso das substâncias diluídas, após percorrer grandes distâncias em terrenos acidentados com sua carruagem, onde os medicamentos eram sacudidos frequentemente. Outros, e parece que esta é a versão mais aceita, descreve que ele batia com cada solução diluída contra a capa dura de sua Bíblia. O fato é que a associação da diluição com as agitações, que foram chamadas de sucussões, resultou em escalas ultramoleculares chamadas de potenciação.

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Estomatite Ulcerativa Canina

A estomatite ulcerativa canina é uma doença de origem autoimune, também chamada “estomatite ulcerativa paradental crônica” (CUPS – Chronic ulcerative paradental stomatitis). Ela ocorre espontaneamente na mucosa oral, e supõe-se que um dos gatilhos para seu aparecimento seja a presença da placa dentária, com resíduos e bactérias (biofilme). O organismo desenvolve uma intolerância à placa e começa a reagir exageradamente.

   Pacientes com estomatite paradental ulcerativa crônica apresentarão bastante dor, relutância em abrir a boca, hálito pútrido, salivação espessa, mal cheirosa, às vezes snaguinolenta e perda de apetite.

               Quando a terapia medicamentosa (escovação frequente, uso de antisséticos e antibioticoterapia) não é bem sucedida, ou as ulcerações são de longa duração ou avançadas, as extrações dentárias são necessárias. Em alguns casos, a extração dos dentes caudais (pré-molares e molares) será suficiente, enquanto outros requerem extrações de boca completa. Os casos de extração total da boca podem ser separados em dois procedimentos com ênfase no controle da dor e na cicatrização ideal. Mais de 90% desses pacientes alcançarão remissão clínica, que é a resolução das úlceras, retorno ao conforto e alimentação. Porém as recidivas são frequentes, se não houver cuidado constante.

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Todo gato amarelo é macho e tricolor é fêmea?

A cor nos gatos está ligada principalmente ao sexo. Seja tricolor, escama de tartaruga, laranja, preto, marrom ou cinza, a cor do pelo de um gato vem de duas cores dominantes: preto e vermelho. Essas cores podem se transformar em diferentes tons – o preto pode se tornar chocolate, canela, lilás, azul e fulvo. E o vermelho, que é determinado pelo gene laranja, pode virar creme.

As duas pigmentações essenciais (melaninas) responsáveis por quase todas as cores de pelagem em gatos são a eumelanina e a feomelanina

  • Eumelanina (Pigmento Preto): Responsável pelas cores escuras, como preto, chocolate e canela.
  • Feomelanina (Pigmento Vermelho/Laranja): Responsável pelas tonalidades amareladas, avermelhadas e laranjas.

            Os genes de cor para pigmento preto e/ou vermelho em gatos estão contidos no cromossomo X. Este é o mesmo cromossomo que, junto com o Y nos machos, determina o sexo de um gato. Na verdade em um mesmo local no cromossomo existem dois alelos. Assim, um cromossomo X pode conter um gene de pelo preto ou um gene de pelo laranja, mas não ambos.

            Um alelo criará a coloração laranja, que é dominante sobre todas as outras cores, exceto o branco puro. O outro alelo será uma coloração não laranja, recessivo, que permite a expressão de uma coloração não laranja (geralmente preta). Os machos normalmente carregam apenas um cromossomo X. Portanto, os machos podem ser pretos ou laranja (ou outras variações de cores com base em outras localizações de genes), mas não podem ter cores de pelo preto e laranja em seu corpo. O cromossomo X extra da fêmea permite a possibilidade de ela receber um gene preto e laranja.

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MEDICINA VETERINÁRIA INTEGRATIVA E COMPLEMENTAR E CASOS CRÔNICOS E INCURÁVEIS

Já abordamos este assunto, e vale a pena voltarmos a novas reflexões, pois as terapias vitalistas realmente auxiliam a dar conforto aos pacientes portadores de enfermidades limitantes, melhorando sua qualidade e vida e bem-estar.

               Terapias com homeopatia, acupuntura, florais, podem ser aplicadas individualmente ou conjuntamente, inclusive com a terapia convencional, se necessário. As terapias complementares ajudam a diminuir os efeitos da quimioterapia, permitem doses menores de medicamentos anticonvulsivos, hormônios, e outros que tenham efeitos colaterais deletérios. Aliviam o sistema orgânico em muitas ocasiões, e podem ser alteradas quantas vezes for necessário, para se adequarem ao influxo do tratamento.

               Acredito que a saúde é resultado de boa alimentação, bons tratos, disciplina, moradia limpa e segura, e uma ambiência de paz, tranquilidade, equilíbrio, bons pensamentos, boas energias, otimismo, Força, Fé.  Acredito que todos temos uma missão, um aprendizado e um objetivo, todo e qualquer ser vivo neste universo. Acredito que tudo é circular, o começo, o meio o fim, e o recomeço, e assim é o natural. O antinatural é não aceitar isso, enrijecer o tempo, antecipar ou querer estender uma condição….. Quando aceitamos que tudo é cíclico e eterno, os momentos são tão ricos, cheios de Luz, Paz, Saúde Vital….

               O ideal seria que não fossem necessários medicamentos, mas se de alguma maneira o sistema adoecer, medicamentos mais leves podem ter a chance de reequilibrar, por que não? E, se forem necessárias medidas drásticas, que se use, sabendo que seus efeitos colaterais podem ser um pouco amortecidos pelas terapias vitalistas, mas sempre se tendo uma consciência dos limites que às vezes estão além de nós…

               Tudo está nas mãos de uma Força Maior, mas se nosso caminho foi  buscar o alívio dos sofrimentos físicos, que ele possa ser iluminado pelo conhecimento destas terapias que auxiliam nossos amigos de pelos, nossos amigos de penas, todos eles, fornecendo medicamentos e protocolos terapêuticos de cada terapia, pedindo à Deus inspiração naquilo em se acredita, que é o Bem, a Luz e Paz.

VISCUM ALBUM (European Mistletoe)

O Viscum album que tem efeito imunoestimulante e que vem sendo estudado em muitas pesquisas como coadjuvante no tratamento do câncer é o manipulado de acordo com a Homeopatia Antroposófica, e aplicado em diversas dinamizações de forma parenteral, por via subcutânea e prescrito por homeopata que conheça seus protocolos.

          O Viscum Album elaborado em tabletes ou glóbulos e que foi experimentado por homeopatas hahnemanianos, possui outras funções. Sua experimentação aponta para os sintomas patogenéticos de queixas reumáticas e gotosas; neuralgia, especialmente ciática. Epilepsia, coreia e metrorragia. Surdez reumática, asma, dores na coluna, devido a causas uterinas. Reumatismo com dores dilacerantes. Albuminúria hipertensiva. Doença valvar, com distúrbios na esfera sexual. Sintomas como aura epiléptica e pequeno mal.

Seu uso é milenar, e é atribuído que os druidas o consideravam uma planta mágica, e o usavam como amuleto contra o mal. Nas histórias de Asterix o visco também aparecia, era coletado nos carvalhos e foi considerado ter qualidades especiais. Deveria ser carregado no solstício de inverno para trazer riqueza, saúde e poder. O visco (Viscum album) era erva altamente reverenciada nos aspectos mágico e religioso entre os antigos sacerdotes druidas da Bretanha e da Gália pré-cristãs e se tomou conhecido apropriadamente como “erva de druida”.

          O filósofo austríaco Rudolph Steiner, idealizador da Medicina Antroposófica, recomendou pela primeira vez o extrato de visco como um potencial tratamento contra o câncer em 1920, mas o médico holandês Ita Wegman foi o primeiro a usá-lo em uma pessoa com câncer. Na Europa, os extratos de visco estão entre as terapias mais prescritas para tratar o câncer, embora seus resultados ainda sejam discutidos. Seus fundamentos baseiam-se nas propriedades de certas árvores que são parasitadas pelo visco e que lhe doam substâncias físicas e etéreas. Viscum album tem um comportamento peculiar e independente, tirando suas forças não da terra, diretamente, mas da árvore que lhe alberga, suas folhas continuam verdes durante o inverno, e entra em uma espécie de hibernação no verão. O tipo de árvore onde cresce (carvalho, pinheiro, macieira, entre outras)e a época do ano que é colhido, determinam características especiais em seu potencial terapêutico.

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Gênio Epidêmico e Gênio Medicamentoso em Homeopatia

Em Homeopatia, as doenças sempre são decorrentes de alterações no equilíbrio da Energia Vital. Hahnemann definiu o conceito de doenças agudas  dentro dos fundamentos da Homeopatia como  aquelas decorrentes de alterações alimentares, alterações do clima, modificações ambientais, reagudização de doenças crônicas (miasmáticas) e as epidemias, que como todos nós sabemos são surtos agudos manifestação coletiva de uma doença que rapidamente se espalha, por contágio direto ou indireto, até atingir um grande número de pessoas em um determinado território e que depois se extingue após um período.

          Na nota do parágrafo 81 do Organon, Hahnemann  observou que a mesma doenças epidêmica, se manifesta com algumas diferenças de um surto para outro. Afirmava então que em epidemias de uma mesma patologia, jamais retorna do mesmo modo, diferindo em seu curso, em vários de seus sintomas mais marcantes. Na prática clínica observamos que de um surto de dengue, por exemplo, para outro, os sintomas patognomônicos diferem em intensidade e até mesmo no modo de sua apresentação nas pessoas atingidas pela doença. O mesmo temos visto com a COVID 19.

“… cada epidemia isolada é de caráter peculiar, uniforme e particular comum a todos os indivíduos  afetados e, quando esse caráter se encontra no conjunto característico dos sintomas comuns a todos, aponta-nos o caminho para a descoberta do medicamento homeopático (específico) adequado para todos os casos, o qual, então, é praticamente eficaz em todos os doentes que gozavam de saúde razoável antes da epidemia, isto é, que não sofriam cronicamente de psora desenvolvida”. (HAHNEMANN, Organon, 6ª edição)

          Para tratar doenças epidêmicas, é necessário se obter os sinais e sintomas que estão ocorrendo sempre em todos os enfermos, e a partir destes, encontrar o(s) medicamento(s) homeopáticos mais adequado(s), que com certeza irá mitigar o quadro, ajudar na cura e mesmo profilaticamente. Para a Homeopatia medicamento adequado será aquele, que na experimentação induziu sinais e sintomas semelhantes aos da doença que se quer tratar, no caso da busca pelo Gênio Epidêmico. Para um melhor entendimento, os sintomas que são estudados para achar o gênio epidêmico são os patognomômicos da doença naquela epidemia que está ocorrendo.

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A Homeopatia e a Saúde Única 2

A resistência aos antimicrobianos (RAM) tornou-se uma ameaça sanitária global crescente, que deve ser abordada com urgência na saúde pública, na produção animal, agrícola e no meio ambiente porque põe em risco o tratamento eficaz de infecções causadas por bactérias, parasitas, vírus e fungos, resultando em enfermidades mais prolongadas e com maior mortalidade. O impacto é maior nas populações mais vulneráveis.

          O que é muito preocupante é a questão destes microorganismos multirresistentes perante a segurança alimentar e o risco quanto a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e com ela, a  segurança alimentar. 

          Desde 2010, existe uma aliança entre  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS) para combater a RAM, trabalhando de forma coordenada para mitigar os riscos na interface saúde pública, animal e ao meio ambiente. Sob este contexto, as três organizações uniram forças para a implementação do projeto “Trabalhando juntos para combater a resistência aos antimicrobianos” sob o enfoque de Uma Saúde que reconhece a multidimensionalidade e a necessidade de uma resposta intersetorial que este problema exige.  

          Também a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem observado que o mundo enfrenta uma crise de enfermidades resistentes a antibióticos, que pode levar à morte milhões de pessoas, sendo as mais afetadas aquelas em pobreza extrema. Em razão disso homeopatas de todo o mundo, representados pela Liga medicatorum se uniram e escreveram uma carta endereçada à OMS afirmando que os profissionais homeopatas (médicos, médicos veterinários, dentistas), têm autoridade para diagnosticar e tratar enfermidades, e que existe uma extensa literatura de investigação científica que demonstra o valor terapêutico da Homeopatia. Eles continuam relatando que a Homeopatia pode ajudar a tratar infecções, sem deixar resíduos ambientais ou levar à resistência microbiana, além de ser um tratamento mais em conta. Desta forma a  Homeopatia poderá contribuir muito auxiliando no tratamento e prevenção de doenças, e assim ajudando a diminuir o atual uso excessivo de antibióticos.

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Homeopatia e a Saúde Única (1)

Sabemos que Saúde Única é um conceito que se refere à uma interconexão entre a saúde humana, a saúde animal, o ambiente, assim como o estudo e a adoção de políticas públicas efetivas para prevenção e controle de enfermidades trabalhando nos níveis local, regional, nacional e global.

          Em 1984, o médico veterinário norte-americano chamado Calvin W. Schwabe (1927-2006), desenvolveu a ideia e a importância da junção entre saúde humana, animal e ambiental. Ele escreveu o livro “Veterinary Medicine and Human Health”, adotando a expressão “One Medicine” e este conceito evoluiu depois e tornou-se globalmente conhecido como “One Health” (Saúde Única).

           A Homeopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma medicina alternativa e complementar na prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde. A Homeopatia foi utilizada no passado para o combate a diversos tipos de epidemias em diferentes momentos. O próprio fundador da homeopatia, Dr. Samuel Hahnemann, em 1799, utilizou a Belladonna no controle de uma epidemia de escarlatina e posteriormente tratou uma epidemia de tifo. Outros exemplos bem-sucedidos ocorreram na epidemia de cólera na Europa (1821-1834) e da gripe espanhola (1918). No Brasil, já foi utilizada na Bahia na epidemia de tifo (1925-1926) e da meningite nos anos de 1970.

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