A fotobiomodulação com laserterapia é uma técnica terapêutica que utiliza a luz laser de baixa intensidade para promover efeitos bioestimulantes e analgésicos nos tecidos do corpo. Essa abordagem também pode ser aplicada em animais para auxiliar no tratamento de diversas condições e doenças.
A laserterapia veterinária tem sido utilizada em uma variedade de espécies animais, incluindo cães, gatos, cavalos e animais de produção. Alguns dos benefícios potenciais da fotobiomodulação com laserterapia em animai incluem:
Alívio da dor: a laserterapia pode ajudar a reduzir a dor associada a condições musculoesqueléticas, como artrite, lesões articulares, distúrbios da coluna vertebral, entre outros.
Cicatrização de feridas. O laser de baixa intensidade pode estimular o processo de cicatrização de feridas, promovendo a regeneração celular e a formação de tecido saudável. Importante ressaltar que vem sendo utilizado no tratamento de esporotricose, como coadjuvante da terapêutica antifúngica convencional, com bons resultados.
Redução da inflamação: a terapia a laser tem propriedades anti-inflamatórias , podendo ajudar a diminuir a inflamação em tecidos afetados por lesões ou doenças.
Estimulação da circulação sanguínea: a luz laser pode aumentar o fluxo sanguíneo local, melhorando a oxigenação e o fornecimento de nutrientes aos tecidos lesionados.
Recuperação de lesões musculares: a fotobiomodulação pode acelerar a recuperação de lesões musculares, reduzindo a inflamação, aliviando a dor e promovendo a regeneração dos tecidos.
É importante ressaltar que a laserterapia veterinária deve ser realizada por profissionais qualificados como médicos veterinários especializados em Terapias Integrativas. Cada caso é único, e o protocolo de tratamento deve ser adequado às necessidades individuais do animal, levando em consideração a condição específica , a área a ser tratada e outros fatores relevantes.
Além disso, é fundamental que o tratamento seja realizado com equipamentos de laser adequados e seguindo as diretrizes de segurança para garantir a eficácia e minimizar qualquer risco para o animal e o profissional responsável pela terapia.
Durante um certo tempo, era necessário proceder a eutanásia dos cães contaminados com a leishmaniose visceral canina. A medida foi tomada pois trata-se de uma zoonose, e o cão é o principal hospedeiro.
Com o tempo foram desenvolvidos vacinas e estudos sobre protocolos terapêuticos, e hoje é possível manter uma sobrevida digna nos cães infectados, desde que os tutores se responsabilizem por mantê-los sob observação constante, medicamentos de uso contínuo, e exames esporádicos de acompanhamento. E sobretudo, sustentarem suas condições físicas e de bem-estar. Não é uma tarefa fácil. E sobretudo, nas áreas endêmicas, prevenir constantes reinfecções, que é o maior risco, pois em geral, quando o paciente tem melhoria dos seus sintomas físicos, o tratamento é negligenciado, e acaba havendo ou uma volta dos sintomas agravados, ou uma reinfecção.
O que é Leishmaniose visceral canina:
A leishmaniose é uma doença infecciosa grave, causada pelo protozoário Leishmania infantum, também conhecido como Leishmania chagasi. É transmitido aos seres humanos e animais através da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Lutzomya, nas Américas. Aventa-se a hipótese que existem outros vetores secundários, como carrapatos, mas está hipótese ainda está sendo investigada.
Os cães são os principais reservatórios da leishmaniose visceral, e a doença pode ser transmitida aos seres humanos através da picada de mosquito infectado que tenha se alimentado de sangue de um cão portador do protozoário. A doença não é transmitida diretamente do cão doente para o ser humano. Sempre será necessária a presença do vetor, no caso, o mosquito.
Os sintomas variam bastante, os cães apresentam perda de peso, falta de apetite, fraqueza, feridas da pele que não cicatrizam, crescimento excessivo das unhas, aumento dos gânglios linfáticos, e dores articulares intensas, entre outros. O que é mais preocupante, é que às vezes o cão infectado demora muito para apresentar estes sintomas, ou os mesmos não são detectados, a não ser quando o animal já está muito fraco. Os sintomas se confundem com os de outras doenças infecciosas, e pode haver mais de uma enfermidade presente, complicando o quadro.
O espectro clínico da LVC progressiva inclui linfoadenopatia (que é um sinal muito importante), epistaxe, anemia não regenerativa, diarreia, hepatoesplenomegalia, problemas de locomoção, conjuntivite, lesões oculares e lesões dermatológicas. Os sintomas como a caquexia, a atrofia muscular (mais notória na cabeça), e a perda de peso são devidos em grande parte à proteinúria, decorrente da disfunção gluomerular, como na glomerulonefrite membranoproliferativa, por deposição de imunecomplexos, ao nível da membrana basal do endotélio glomerular, que perde assim a capacidade de filtração. A doença evolui gerando síndrome nefrótica ou insuficiência renal crônica. A hipoalbuminemia pode estar presente como resultado da perda de proteína, seja por doença hepática, seja por má nutrição ou alteração de mecanismos de equilíbrio osmótico. As lesões oculares incluem blefarite associada à alopecia, seborreia, e dermatite facial; ceratoconjuntivite seca devido à ação destrutiva dos parasitas no aparelho lacrimal; conjuntivite granulomatosa refratária ao tratamento; ceratite; uveíte anterior mediada por imunecomplexos e associada a edema da córnea e glaucoma de ângulo fechado; esclerite, e hemorragia retiniana. Foi também observada iridociclite em cães em tratamento, considerando tratar-se de uma manifestação alérgica. As lesões dermatológicas aparecem em 80% a 90% dos cães com LVC. Dentre as lesões cutâneas, encontra-se dermatite esfoliativa seca e generalizada, com escamas branco-prateadas como asbesto; alopecia principalmente na zona periocular, pregas de pele e articulações; anomalias de cornificação; seborreia seca; hiperqueratose; paroníquia; onicogrifose (unha semelhante à garra ); dermatose (seborreia) do bordo da margem do pavilhão auricular, com hiperqueratose, associada à vasculite, que evoluem para úlceras e crostas (também verificadas nas zonas de proeminência óssea dos membros, devido à pressão de decúbito); ainda, encontram-se úlceras no focinho e ao nível da transição muco-cutânea dos lábios, e da mucosa nasal, que com frequência é denunciada pela epistaxe, geralmente unilateral.
Os exames de rotina são o ELISA e o RIFI com diluição plena. Se estes forem duvidosos, outros exames são necessários, como citologia de material medular, aspirado de gânglios linfáticos, PCR do sangue. Algumas vezes, estando o cão muito imunossuprimido, é difícil confirmar o diagnóstico.
Até bem pouco tempo, cientistas, médicos e pesquisadores consideravam que o destino de pessoas e animais era regido por sua herança genética. Mas a Epigenética chegou para mostrar que os genes não determinam inevitavelmente este destino.
A Epigenética é o estudo das mudanças na atividade dos genes, que não envolvem alterações na sequência de DNA. Isso inclui modificações químicas nas proteínas que envolvem o DNA e que podem alterar a forma como os genes são expressos. Essas mudanças são influenciadas por fatores externos, como o ambiente, a dieta e o estilo de vida, e podem afetar a expressão dos genes, contribuindo para o desenvolvimento de doenças.
Durante muito tempo o mapeamento genético do homem, e posteriormente dos animais e plantas foi o alvo de estudo de muitos cientistas. O Projeto Genoma se iniciou em 1989 e finalizou em 2003. Conseguiram mapear os gens responsáveis pela síntese de todas as proteínas, mas constataram que totalizava apenas 2% dos gens. Os outros 98% dos gens aparentemente sem função inicialmente foram chamados de genes “lixo”, aparentemente não tendo função biológica. O termo “gene lixo” foi usado para descrever sequências de DNA que pareciam não ter nenhuma função na codificação proteica. No entanto, agora sabemos que muitas dessas sequências têm funções regulatórias importantes e são essenciais para o controle da expressão gênica.
Desde os tempos de Hipócrates, considerado Pai da Medicina, na antiga Grécia, que viveu de 460 a 377 a. C, tendo fundado sua Escola em Cos, ele considerava a possibilidade da cura pelos semelhantes- “similia similibus curentur” Se formos analisar os feitos de Jesus, Mestre ascencionado que esteve entre nós em seu corpo humano, ele frequentemente utilizava de técnicas vibracionais, como quando transformava as moléculas da água em vinho, ou conseguia levitar sobre as águas.
Muito tem que se estudar sobre os cristais de calcita, responsáveis pelo efeito piezoelétrico em nossa pineal, gerando campos eletromagnéticos de potência variável de ser para ser, e uma vez ativados geram um sem número de vibrações e conexões, e recebidas pela pineal, verdadeiro transdutor neuroendócrino. Daí talvez o aumento dos estudos de auto cura ou cura à distância, reiki, mindfulness, diferentes tipo de meditação, experimentos comprovados dentro de hospitais sobre alívio de doenças com a oração, que é uma forma de meditar e se veicular às forças cósmicas, havendo inclusive modificação da expressão gênica.
Com o passar dos anos, a possibilidade de desenvolvimento de doenças crônicas vai aumentando. Isto é verdade para o ser humano, mas também para os animais. Ocorrem doenças articulares, cardiovasculares, alterações da função renal, aumenta a incidência de tumores, às vezes aparecem sintomas de senilidade, como a disfunção cognitiva do idoso, e são numerosas as endocrinopatias.
Em gatos, rotineiramente pode ocorrer o hipertiroidismo, mas não se deve ignorar sintomas que apontam também para o hipotiroidismo, embora seja muito mais raro.
A primeira vez que se ouviu falar em hipertireoidismo em gatos, foi em 1979. Já foi chamado também de tireotoxicose, mas hoje não se usa muito este termo. O que ocorre é uma aumento na produção dos hormônios tireoidianos, conhecidos como T3 e T4, e glândula , situada no pescoço , a cada lado da traqueia, aumenta de tamanho. Em geral este aumento se trata de um adenoma, um tumor benigno. Mas em casos raros, poderá haver um adenocarcinoma, e o quadro será muito mais grave.
Não se conhece bem a causas do hipertireoidismo felino, mas podem estar envolvidos alguns fatores, como deficiência ou excesso de alguns nutrientes ou exposição crônica a substâncias químicas tóxicas.
Atualmente, tem ocorrido com certa frequência achados ultrassonográficos de nódulos em baço em cães e gatos, o que causa muita angústia aos seus responsáveis, e uma certa urgência, em relação às providências, como a esplenectomia. Outros, ao saberem e sendo o animal idoso, acham que nada mais tem a se fazer.
É importante saber que cada animal é um caso, e cada tipo tumoral é um caso. Em cães, cerca de 70% dos nódulos encontrados são benignos, e em gatos a estatística piora um pouco: 50% podem ser benignos e 50% são malignos.
Nódulos menores que 2cm podem esperar, com acompanhamento ultrassonográfico, quando se tenta a Terapia Integrativa, como Homepatia baseada nos sinais em sintomas, em forma de tabletes, ou a injetável, utilizando Viscum Album e associações. Se ultrapassarem este tamanho, sugere-se procurar o oncologista.
Pode ser que um tumor maligno cresça muito devagar, e um benigno cresça rápido, e sequestre muitas hemácias, ou plaquetas. Ambos os casos necessitam de vigilância e provavelmente a esplenectomia será indicada.
A leishmaniose visceral é uma zoonose, onde o cão pode ser um hospedeiro e um reservatório importante nas áreas endêmicas, mas também outros animais, como felinos domésticos e mesmo aves domésticas podem ser portadores. Na verdade, o ciclo começa perigo com o mosquito palha, pois o protozoário Leishmania infantum se desenvolve principalmente no organismo deste mosquito e é transmitido quando o mesmo pica o animal para se alimentar, já que é um mosquito hematófago.
Além da grande importância em buscar tratamento para os animais doentes, é essencial o controle sanitário da doença com estratégias para controlar o mosquito transmissor, assim como prevenir o desenvolvimento da doença nos animais suscetíveis. Nos cães há a vacina anual, que deve ser administrada junto com outras medidas de prevenção, como uso de coleiras com piretróides eficazes contra o mosquito, e levar os animais para um ambiente telado ao cair da tarde, quando esta espécie de mosquito sai para pastejar.
Os sintomas da leishmaniose visceral canina são bastante variados e muitos decorrentes das reações autoimunes que desencadeia. São eles: fraqueza, inapetência, anemia, ferimentos na pele que não cicatrizam, descamação e perda de pelos, crescimento exagerado das unhas, alterações oculares, diarreia com sangue.
O maior problema são os animais que estão infectados, mas são assintomáticos, e continuam transmitindo o parasito, ou se muito depois da infecção, quando sua imunidade cai por algum motivo. Por isso, quando se tem um animal sintomático e com diagnóstico positivo, deve-se também fazer o exame de todos os outros, mesmo com aspecto de sadios.
Vem crescendo o interesse na utilização de óleos essenciais, nos difusores das casas, em uso local e até por via oral. Como se trata de uma Prática Integrativa e Natural, talvez as pessoas não dimensionem que pode haver muitos efeitos deletérios de sua aplicação errada.
Os óleos essenciais são ricos e, componentes químicos altamente concentrados. Para se ter ideia, para se conseguir cerca e 100 gramas de óleo de Rosas, são necessários 600 quilos de pétalas!!!
Em Medicina Veterinária também vem crescendo o interesse pelo uso de óleos essenciais, mas é importante lembrar que NUNCA podem ser ingeridos pelos pets, nem aplicados diretamente sobre a pele. Para ingerir, são muito tóxicos, e sua aplicação pura na pele e pelos, e havendo contato com o sol, pode desencadear reação de fotossensibilização extensas, e difícil cicatrização, além de serem absorvidos pela corrente sanguínea.
Existem óleos carreadores, em geral óleo de girassol e óleo de coco, que são utilizados para diluir os óleos essenciais antes de serem utilizados para cães, e mesmo assim, para serem novamente diluídos em shampoos e creme rinse, por exemplo, ou aplicando pequena quantidade na coleira, na sua roupinha de sair ou de cama. Ou misturados ( já com o carreador) em água em borrifadores para aplicação no ambiente. O uso de óleos essenciais em gatos deve ser muito cauteloso, pois são muito sensíveis a intoxicações.
As doenças crônicas ou infecciosas, cansaço, estress, alimentação incorreta, acomodações indevidas, situações como confrontos, disputas de território, podem gerar nos animais de companhia grande liberação de radicais livres, consumindo elementos importantes para a manutenção de seu equilíbrio físico, emocional e imunitário.
Por sua vez, alterações no sistema imunológico estão relacionadas a aumento de risco para o desenvolvimento de infecções que, por sua vez, produzem mudanças fisiológicas que pioram o estado nutricional
O sistema imune possui componentes específicos que sofrem influências de nutrientes. Hoje se sabem por exemplo, que o intestino delgado tem um papel muito importante na imunidade inata do animal, tendo uma grande quantidade de tecido linfóide, que atua como uma verdadeira barreira física contra patógenos, evitando que eles cheguem até o resto do organismo e circulação sistêmica.
Sabe-se que alguns elementos nutracêuticos como a glutamina, arginina, nucleotídeos, ácidos graxos e fibra dietética são muito importantes para o bom funcionamento tanto das células epiteliais intestinais, como deste extenso tecido linfóide. A deficiência da ingestão ou absorção destas substâncias certamente irá comprometer a curto ou médio prazo a saúde.