Também devem ser descartadas doenças infecciosa que envolvam o Sistema Nervoso Central, como a toxoplasmose, FIV ou FELV.
O tratamento pode envolver a prescrição de antiepilépticos, corticóides, analgésicos potentes como a gabapentina, benzodiazepínicos utilizados em problemas comportamentais, vitamina a e E, acetato de megestrol. Também são prescritas a fluoxetina, amitriptilina, clopripramina, que é um antidepressivo tricíclico, como a amitriptilina, e que também é utilizado no Transtorno obsessivo-compulsivo de cães e gatos. Estes medicamentos em geral, após algum tempo vão perdendo sua eficácia, sendo necessário o aumento das doses, que resultam em impacto sobre o metabolismo hepático e renal.
A terapia comportamental é essencial e inclui um modelo de cinco pilares do bem-estar felino:
- previsibilidade ambiental;
- enriquecimento ambiental;
- controle de conflitos sociais;
- aumento de recursos( caixa de areia, locais elevados)
Importante também o controle de gatilhos, como odores ( perfumes, elas, incensos, temperos, aerossóis) e estress social ( muitos barulhos, conflitos com outros gatos ou pets, alteração na mobília, horários desencontrados para o repouso noturno, esquecimento de suprir a ração nos potinhos, água fresca, caixas de areia sujas).
Também se deve levar em conta o diagnóstico e tratamento de dermatites alérgicas, hipersensibilidade alimentar, dores reais, na coluna toracolombar ou lombossacra e mesmo dores internas, nos rins, pâncreas, estomago e ou intestino.
A utilização de tratamento homeopático e a fotobiomodulação pela luz pulsátil, podem ajudar sem acarregar efeitos colaterais, dependência ou efeito rebote. A homeopatia (por exemplo: Chamomilla, Stramonium, Hypericum, Belladona e muitos outros medicamentos homeopáticos, com dinamização e arranjos prescritos pelo médico veterinário homeopata)com certeza tem efeito comprovado, quer seja como medicação única, como auxiliando junto a outras terapias, como a administração de canabidiol.
Literatura consultada:
BATLE P.A.; NUTALL, T.; RUSBRIDGE, C.; HEAT, S.E. Feline hyperaesthesia syndrome with self-trauma to the tail: retrospective study of seven cases and proposal for integrated multidisciplinary diagnostic approach. Journal of Feline Medicine & Surgery · March 2018. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/324095340
PAUCIULO,C et al. Long-Term Clinical Response to Medical Treatment,
Behavioral Therapy, or Their Combination in Cats With Hyperesthesia Syndrome. Journal of Veterinary Internal Medicine, 2025; 39:e70174 1 of 7
https://doi.org/10.1111/jvim.70174
SCHIMANSKI L, VIOMAR M, MORAES FAG, MOYA CF. Síndrome da hiperestesia felina – Relato de caso. Vet. e Zootec. 2023; v30: 001-006
By Leonora Mello