PERIGO SILENCIOSO

 

Nas últimas semanas tem chegado nos consultórios onde trabalho em Icaraí, cães da região oceânica (Pendotiba, Itaipú, Itaipuaçu), com duas doenças terríveis: A erlichiose e a dirofilariose.

A primeira, transmitida por várias espécies de carrapato, causada por um  hemoparasita chamado Escherichia canis, é um dos vários agentes transmitidos por carrapatos (Borrelia sp, Anaplasma sp, Babesia sp, Haemobartonella SP, etc).  Todos estes hemoparasitos são extremamente perigosos, pois além de atacar diretamtente células do sangue, causam anemias  graves além de deprimir profundamente o sistema imune, abrindo porta para infecções secundárias. O controle dos carrapatos é essencial, sendo que cada animal se adapta melhor com um produto  ectoparasiticida, não existindo melhor ou pior, e sim o que consegue imunizar o cão dos carrapatos e pulgas (pulgas também transmitem alguns destes hemoparasitas). Há animais mais susceptíveis (assim como há algumas crianças mais suscetiveis a picadas de insetos, ou a infestação por piolhos, por exemplo)

         A dirofilariose, é uma doença que foi introduzida no Brasil, de cães americanos importados, no início da década de 70/80, um verme transmitido em forma de larva em crescimento por mosquitos tipo pernilongo.  Este parasito ocorre mais nas áreas oceânicas, próximo a mangues onde os mosquitos transmissores se desenvolvem melhor. Durante décadas foi bem controlada com o esclarecimento dos proprietários a respeito de uso contínuo de produtos para evitar o desenvolvimento das microfilárias. O verme adulto tem afinidade pela artéria pulmonar e coração direito. Quando em grande quantidade, obstrui os vasos e pode chegar À veia cava caudal, provocando uma síndrome grave e mortal. As microfilarias passam por todos os órgãos, acarretando microlesões e processos inflamatórios onde passam. Assim, o animal pode apresentar sintomas em qualquer órgão: glomerulonefrites, problemas respiratórios e mesmo convulsões inexplicadas e súbitas.

Hoje em dia é possível diagnosticar rapidamente a presença de anticorpos tanto contra erlichiose quanto a dirofilarioses, doenças, que por sua natureza apresentam sintomas variados, que confundem o dono e o médico veterinário. O melhor é a PREVENÇÂO !!!

O agravante é que a Erlichiose já está se tornando resistente ao habitual tratamento com doxiciclina e a dirofilariose NÂO está  sendo tão bem controlada com uso tradicional de Ivermectina e seus derivados.

Pesquisadores indicam  que atualmente são os produtos a base de  os mais potentes para controle e tratamento das microfilárias. Por ser muito perigoso, o tratamento das macrofilarias hoje em dia tem sido modificado para outras alternativas.

Produtos a base de Imidacloprida e ivermectinas de última geração  parecem ser mais eficazes que a molécula primária de ivermectina no combate  às microfilárias.

Paralelamente ao estudo dos produtos terapêuticos dentro do campo da Alopatia, temos estudado tratamentos complementares no campo vitalista da Homeopatia, no sentido de melhorar a condição física dos cães afetados e melhorar seus sistema imunológico. Também é possível utilizar os nosódios e bioterápicos no auxílio do controle destas e de muitas outras doenças.

Fonte consultada:

http://www.meusfilhotes.com.br/wp-content/uploads/2010/09/collie-pelo-longo.jpg

Por Leonora Mello

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