Nutrigenômica em cães e gatos. O que é isso? PARTE II

A obesidade, atualmente é considerada como um estado inflamatório de baixa intensidade. Isso se deve ao fato de o tecido adiposo branco estar envolvido na produção de citocinas ou adipocinas, que resultam em inflamação. Dentre elas, destaca-se o fator de necrose tumoral alfa (TNFα), citocina também conhecida por caquexina, produzida por macrófagos e adipócitos e a interleucina 6 (IL-6), com acentuada função catabólica das reservas energéticas orgânicas, que está envolvida na resistência insulínica em diabéticos. Estes mesmos autores demonstraram que o desenvolvimento da obesidade em cães está associado com aumento na concentração plasmática de insulina, TNFα, ácidos graxos não esterificados (NEFA) e fator de crescimento-1 semelhante à insulina (IGF1). Estas mudanças metabólicas e hormonais podem explicar, em parte, o declínio na sensibilidade à insulina. Sabe-se hoje, ainda, que o aumento da produção de leptinas gera uma falha na sua função de saciedade junto ao Sistema Nervoso Central, chamada “resistência leptínica” que por sua vez, leva a uma resistência insulínica, podendo resultar em diabetes mellitus tipo II.

Na obesidade sabemos  que ocorrem outros fatores predisponentes, como a castração, o excesso de comida  oferecida pelos tutores, ou um apetite aumentado por fatores emocionais, oferta frequente de petiscos ou comida da mesa, sedentarismo.

A alimentação incorreta, excesso de aditivos, produtos contidos em latas ou em pacotes revestidos de alumínio, uso excessivo de antibióticos, corticóides e outros medicamentos, vão modificando a flora intestinal. Sabe-se que o equilíbrio das respostas imunológicas ocorre quase todo pela mucosa intestinal. disbioses e alterações na biota intestinal desequilibra o sistema imunológico. Reações prolongadas a estímulos inflamatórios acabam gerando as doenças auto-imunes, como artrite reumatóride, lupus eritrematoso, glomerulonefrites, atopias, aterando também a trsncrição genética normal e os mecanismos metabólicos adequados.  Ao tomarmos consciência disso, e cada vez mais estudos serão desenvolvidos, está sendo possível amenizar e mesmo curar muitas enfermidades, seja com a adição de alimentos funcionais, de nutracêuticos, pro e prébióticos.

Em relação ao alimento, é necessário compreender que rações super premium nutrem de forma eficaz, e quem opta pela ração natural tem que necessariamente complementar com nutracêuticos. Mas qualquer tipo de alimentação que o animal utilize, hverão diferenças na absorção e paroveitamento dos nutrientes, e a manutenção do sistema imunológico em equilíbrio varia muito de indivíduo para indivíduo.

Não podemos esquecer que as terapias vitalistas como a Homeopatia e a Acupuntura também são excelentes aliados no tratamento de doenças crônicas, que muitas vezes se desenvolvem por predisposições genéticas, mas também por desvios energéticos, erros ou intolerâncias alimentares, impactos emocionais e pressões ambientais.

Aos poucos os estudos resultarão em sucesso,  com a melhoria dos sintomas, restabelecimento da saúde, e desenvolvimento de novas soluções, mantendo um olhar na integralidade.

 

Literatura consultada:

Alicia Cristina Peña-Romero, Diana Navas-Carrillo, Francisco Marín & Esteban Orenes-Piñero (2018) The future of nutrition: Nutrigenomics and nutrigenetics in obesity and cardiovascular diseases, Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 58:17, 3030-3041, DOI: 10.1080/10408398.2017.1349731

BURNS,K.M. Clinical Nutrition — The Buzz on Nutrigenomics. Veterinarian Technician. 8/3/2019. Disponível em:

CARCIOFI.A.C. Obesidade e suas conseqüências metabólicas e inflamatórias em cães e gatos. Disponível em: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/clinicacv/AULUSCAVALIERICARCIOFI/obesidade-texto.pdf

Sian Norris (2013) You are what you eat – nutrigenomics and obesity, Veterinary Nursing Journal, 28:6, 190-191, DOI: 10.1111/vnj.12040

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