Dificuldade respiratória em cães e gatos

 

 

 

Cada dia se vê mais raças de pets com o focinho achatado, que chamamos braquicefálicos, em decorrência de seu focinho achatado, como os cães das raças Pug, Shih tzu, Buldogue francês entre outros e principalmente  e gatos persas.

Embora sejam muito graciosos, estes animais podem necessitar de cuidados especiais devido suas características físicas. Existe uma síndrome chamada Síndrome braquicefálica, que é decorrente de um conjunto de defeitos relacionados com o sistema respiratório superior, que pode levar a doenças inflamatórias/ infecciosas agudas ou crônicas. Não que outras raças não possam apresentar estes problemas, mas o braquicefálicos são os mais acometidos.

As principais alterações nestes animais relacionados ao seu focinho curto e achatado são : estreitamento dos orifícios nasais, palato mole alongado, má formação da traquéia, diminição do diâmetro da laringe/traqueia, colapso da laringe e/ou traqueia.

Em consequência destas alterações, o cão ou gato tem uma respiração mais difícil, e pode não oxigenar normalmente. Se o problema se agrava, ele pode chegar a ter alterações cardiorrespiratórias com diferentes graus de gravidade.

Animais com permanentes ruídos estranhos ao respirar, que vão se agravando, chegando a roncos exagerados, períodos de paradas respiratórias durante o sono, acordando aos engasgos, mudança na cor das mucosas (passando a uma tonalidade pálida ou azulada), desmaios ou alterações na consciencia, estes são sinais que devem servir de alerta para que sejam levados o quanto antes ao médico veterinário, para maiores avaliações com exames clínicos e de imagem (Rx e endoscopia, por exemplo) e serem medicados de acordo com a necessidade.

Algumas recomendações são úteis para a manutenção da qualidade de vida, e evitar que se instalem enfermidades crônicas ou males súbitos:

– utilizar suspensórios em vez de coleiras cervicais;

– elevar a altura dos bebedouros e comedouros para evitar engasgos;

– manter a temperatura ambiente agradável, ventilação adequada e

colocar vasilhames com agua nos aposentos para melhorar a

umidade do ar;

– manter os orifícios nasais sempre limpos de mucosidades;

– evitar atividade bruscas, onde o animal possa se engasgar;

– ao passear, dispor sempre de água fresca;

–  limitar exercícios em temperaturas elevadas;

– não passear com o animal nas horas mais quentes do dia;

– evitar a obesidade;

– realizar  exames veterinários periódicos.

Fonte consultada:

http://issuu.com/clinicaveterinariavilanova/docs/

Por Leonora Mello

 

 

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