Bem-estar animal: o Brasil se importa

De acordo artigo editado do site SUINOCULTURA INDUSTRIAL um relatório inédito revela que as práticas voltadas ao bem-estar dos animais de produção não vêm sendo devidamente administradas e divulgadas pela indústria alimentícia.
O marco de referência para o bem-estar destes animais, conhecido internacionalmente como Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), além de ser o primeiro informe estruturado para as principais empresas produtoras de alimentos no mundo, bastante objetivo das atuais condições de bem-estar dos animais de produção sob um ponto de vista comercial.

O estudo foi elaborado com o apoio das principais organizações dedicadas ao bem-estar animal, além da Compassion in World Farming e da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). Atualmente, é referência para os 68 maiores produtores globais de alimentos revela que muitas empresas na indústria alimentícia não estão gerenciando de maneira eficaz os riscos ou as oportunidades associados ao bem-estar dos animais de produção, e que a maioria delas ainda não divulgou as políticas que vêm adotando neste sentido.

Temos visto que alguns produtores do chamado 1º mundo antes da globalização, não respeitam noções básicas de Bem estar. No Brasil também, há muito o que aprender e aplicar em relação ao respeito na criação e manutenção destes animais, porém é frequente identificarmos uma consciência ativa que tem se expandido, até porque o item “bem estar”, é preponderante na construção de um sistema imunológico sólido, imprescindível num mundo repelto de microrganismos alatemte contagiosos e resistentes.

O Mapa – Ministério da Agricultura Pecuária e Abatecimento – publicou cartilha sobre esta questão, denominada “Bem Estar Animal- O Brasil se importa” Ali mostra as legislações em vigor:

Decreto n° 30.691 de 1952 – Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal.

Instrução Normativa n° 03 de 2000 – Regulamento Técnico de Métodos de Insensibilização para o Abate Humanitário de Animais de Açougue.

Decreto n° 6.323 de 2007 – Produção Orgânica. Instrução Normativa n° 56 de 2008 – Recomendações de Boas Práticas de Bem-estar para Animais de Produção e de Interesse Econômico:

1.Proceder ao manejo cuidadoso e responsável nas várias etapas da

vida do animal, desde o nascimento, criação e transporte;

2.Possuir conhecimentos básicos de comportamento animal a fim de

proceder ao adequado manejo;

3.Proporcionar dieta satisfatória, apropriada e segura, adequada às

diferentes fases da vida do animal;

4.Assegurar que as instalações sejam projetadas apropriadamente aos

sistemas de produção das diferentes espécies de forma a garantir a

proteção, a possibilidade de descanso e o bem-estar animal;

5.Manejar e transportar os animais de forma adequada para reduzir o

estresse e evitar contusões e o sofrimento desnecessário;

6.Manter o ambiente de criação em condições higiênicas.

Desde 1934 existe no Brasil a preocupação com o bem estar animal, quando foram estabelecidas medidas de proteção animal pelo Decreto n° 24.645, no qual princípios de respeito aos animais já eram observados.

Devido à relevância do bem-estar animal, o governo brasileiro, por intermédio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, criou através da Portaria n° 185 de 17 de março de 2008, a Comissão Técnica Permanente de Bem estar Animal, com o objetivo principal de coordenar as mais diversas ações referentes a este tema na produção animal.

Uma das únicas empresas certificadas no país, a Korin Agropecuária, foi responsável pelo abate de 4 milhões de frangos no ano todo. Pelo peso médio nacional, isso equivale a 8,6 mil toneladas, ou 0,3% do total da produção do trimestre. Para a normatização, a empresa recorreu à Humane Farm Animal Care (Hfac), certificadora norte-americana, que estabelece como os animais devem ser criados. No Brasil, existe apenas uma certificadora, a filial da francesa Ecocert, que também segue as normas da Hfac. A empresa tem apenas cinco clientes na área animal contra 5 mil produtores de orgânicos certificados.

À medida que a população se conscientizar que a forma de criação e abate humanitários gera produtos de maior qualidade e mais seguros em termos de saúde e higiene dos alimentos, com certeza irão valorizar mais estas indústrias.

Atitudes particulares como as de Marcos Palmeira são louváveis e devem ser seguidas, como podemos observar em entrevista dada a Mariana Del Grande::

“ Em 1996, Marcos decidiu comprar sua própria fazenda em Teresópolis, no interior do Rio de Janeiro. Paralelamente à carreira de ator, começou a produzir hortaliças, frutas e laticínios no método convencional. “Eu achava que tudo o que era natural era saudável. Depois que descobri os agrotóxicos e o adubo químico, por exemplo, optei por seguir o caminho do natural de qualidade e comecei a recuperar a forma como se plantava há 50, 60 anos”, diz o ator, orgulhoso do seu trabalho. “Hoje, eu não uso agrotóxico, os animais são todos tratados com homeopatia, não existe nenhum tipo de contaminação na fazenda, nenhum tipo de veneno, a gente preserva o meio ambiente, a natureza, trabalha com reflorestamento e cuida para que os funcionários tenham qualidade de vida”. Os produtos da fazenda são vendidos em supermercados do Rio de Janeiro e o trabalho que ele e o sócio, o engenheiro agrônomo senegalês Aly Ndiaye, desenvolveram se tornou uma referência nacional. Marcos e Aly criaram o PAIS – Produção Agrícola Integrada Sustentável, uma parceria da Fazenda Vale das Palmeiras com o Sebrae e a Fundação Banco do Brasil, que é uma tecnologia social baseada na agricultura sustentável, sem uso de agrotóxicos, que une a produção alimentar à preservação do meio ambiente. O objetivo é ensinar a pequenos produtores o conceito de sustentabilidade e qualidade de vida. E está dando certo: já são mais de mil comunidades transformadas.”

Vamos acolher esta ideia, e fazer cada um, o possível, para a regeneração da terra, preservação do meio ambiente, o tratamento justo com todos os seres vivos, e melhorar e fixar o homem à terra, devolvendo-lhes o amor e respeito à atividade agropecuária, pois sabemos que a vida nas metrópoles não acrescentam em nada quem nasceu para a lida no campo, e pelo contrário, quem vive nas grandes cidades tem de aprender a ver o suor para se obter o pão de cada dia, que a facilidade de apenas escolher as bandejas nas prateleiras dos supermercados tem por trás uma história longa, sofrida, que tem de ser valorizada.

Fontes consultadas:
Site Suinucultura Industrial
Site Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Site Agência Brasil
Site MdeMulher

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