Alterações do baço em cães – PARTE II – presença de nódulos no baço

No texto anterior foi abordada a esplenomegalia difusa e algumas causas. Neste estaremos estudando sobre os nódulos solitários ou agrupados, encontrados em diagnóstico de imagem realizados em cães.

                   Os nódulos esplênicos são geralmente neoplásicos e,quando são primários, podem surgir de uma variedade de tecidos: vasculares, fibrosos, musculares lisos e linfóides. A neoplasia esplênica mais comumente documentada no cão é o hemangiossarcoma ( maligno) que deve ter um estudo histopatológico cuidadoso, para ser diferenciado de hematoma e hemangioma (benignos, mas cuja origem precisa ser identificada e tratada).

                   Entre as neoplasias não vasculares, vários outros tumores mesenquimais primários foram descritos : o fibrossarcoma e o leiomiossarcoma, entre outros, e que se iniciam como pequenos nódulos, de crescimento variável.

                   Outro tipo de nódulo esplênico é a hiperplasia linfóide nodular, que é mais comum em cães, mas também documentada em humanos, bovinos e ovinos, e pode ser caracterizada como hiperplasia linfóide, plasmocítica, mista, etc. ( depende do tipo celular predominante na hiperplasia). Essas lesões também podem incluir uma população distinta de células fusiformes e / ou histiocíticas. Uma classificação recente propôs agrupar a hiperplasia linfóide nodular, o histiocitoma fibroso benigno e o histiocitoma fibroso maligno na mesma entidade – nódulos fibrohistiocíticos- NFH. De acordo com alguns autores, os NFH parecem representar uma forma transicional e contínua entre hiperplasia nodular e neoplasia dos componentes pleocelulares (linfócitos, plasmócitos e histiócitos).

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